Uma questão de ADN

Podem ser irmãos, avós e netos, pais e filhos, companheiros, marido e mulher... São pessoas da mesma família que se juntam para uma conversa em que se fala de tudo. São percursos de vida e testemunhos que atravessam diferentes gerações. O que os une para lá do apelido, o que os separa para lá da diferença de idades.
Quinta-feira, depois das 19h00. Repete à sexta-feira, à 01h00 e domingo depois das 14h00. Com Teresa Dias Mendes

O samba que o Luca tem

O menino do Rio, que descobriu o samba no Porto. Luca Argel, brasileiro da Tijuca, mestre de Literatura e sambista de convicção. A conversa de hoje tem sotaques, dedilhando notas num violão, ou soltando as palavras curiosas da mãe, Filomena Chiaradia, que em Lisboa viaja pelo acervo fotográfico de José Marques, adquirido pelo Teatro Nacional Dona Maria II, num projeto chamado Rossio. Estamos em cena.

O teatro nasce e morre todas as noites. Filomena, já foi atriz, mas é no mundo dos arquivos fotográficos que se encontra, revelando a história e as histórias do tempo.

A narrativa do teatro de revista, é um mundo que conhece como poucos, mais vagas foram as memórias do percurso do filho mais velho. Só depois de gravarmos, escreveu num SMS," a conversa reverbera ainda dentro de mim, trazendo muitas lembranças. Uma pena, que no momento, eu que não estou acostumada a entrevistas, tenha ficado mais constrangida, e que essas memórias que estão surgindo, não tenham aparecido lá". Mãe e filho estudaram no mesmo colégio, e na mesma Universidade, a Unirio, o teatro era mesmo ao lado da música, frequentaram o campus juntos, o filho na licenciatura, a mãe no doutoramento. Filomena Chiaradia, chegou a fazer aulas de canto, e numa prova preparou até uma das músicas do filho. Não vieram estas memórias ao palco da rádio, mas não faltou cumplicidade e afecto, no doce embalo do sotaque do Rio.

Luca Argel veio para estudar, e ficou. Descobriu o samba, já se escreveu lá atrás, na cidade do Porto, onde vive há 8 anos. Samba Sem Fronteiras, é o nome da banda que lhe despertou o gosto pelo género, que hoje reinventa sem a nostalgia do passado, mas com a herança dos nomes que imortalizam o samba. Noel Rosa, Aldir Blanco, João Bosco, Chico Buarque, e os tantos outros, alguns menos conhecidos, mas retomados no álbum que vai lançar no início do próximo ano. Samba de Guerrilha, é o nome escolhido para um disco de versões, em tempo de pandemia. Falará também de outros projetos, Boi com Abóbora ou Chateando o Camões, Ruído ou simplesmente Luca Argel. É uma Conversa de Fila, um lugar de encontros e de alguma fantasia. Uma conversa sambada.

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