Uma questão de ADN

Podem ser irmãos, avós e netos, pais e filhos, companheiros, marido e mulher... São pessoas da mesma família que se juntam para uma conversa em que se fala de tudo. São percursos de vida e testemunhos que atravessam diferentes gerações. O que os une para lá do apelido, o que os separa para lá da diferença de idades.
Quinta-feira, depois das 19h00. Repete à sexta-feira, à 01h00 e domingo depois das 14h00. Com Teresa Dias Mendes

Pode um coração ser uma forma geométrica?

Areal e Martim Brion acreditam que sim. Juntam o vermelho escarlate ao azul. As cores que acompanham mãe e filho no mundo das artes.

Há quem lhe chame a pintora das bolas. Sofia Areal não se importa. O círculo é, para a artista plástica, a forma perfeita, onde tudo acaba e começa. Tem quadros que parecem bolachas, que podemos mastigar com os olhos.

Martim Brion, o único filho, andou a fugir das artes. A mãe pinta e desenha e o pai é o escultor Rui Sanches. Depois de fugir ao mundo e que cresceu, Martim reaproximou-se nos últimos anos. A fotografia e a escultura são o traço dele. Criar a partir de uma ideia. Dar vida a uma ideia com cores fortes.

A mãe precisa da tela ou do papel, precisa de lápis, tinta-da-china, aguarela, assume as cores vibrantes e trabalha no atelier com gestos largos. Chapolas de tinta alegres, Cores vitaminadas. O filho é mais ponderado. A máquina fotográfica é a companheira de trabalho. O computador também ajuda.

Entre as escolhas de Sofia e os caminhos de Martim, há um mundo de formas e de cores para descobrir. Juntam-se agora para uma exposição, onde se cruzam três gerações. O avô, o pintor António Areal, é o traço primeiro do conjunto de obras que a partir de dia 26, podemos ver na praça do peixe, em Torres Novas.

34 obras.Desenhos, pinturas e esculturas. E cor, muita cor.

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