Verdes Hábitos

Os hábitos também se mudam. No combate ao estado de emergência climática, todas as semanas damos a conhecer novas ideias para mudar velhas rotinas. Com Sara Beatriz Monteiro e Inês André de Figueiredo.
Para ouvir todas as sextas-feiras, às 18h40.

Da moda descartável à ecologia. Isabel mudou de vida pelo ambiente e criou a bioethic

Trabalhou na indústria da moda, onde tudo é descartável e as coleções mudam várias vezes por ano. Mas quando começou a trabalhar na China e na índia percebeu que tinha de mudar de vida. Isabel Braz é fundadora da marca bioethic e é a convidada do Verdes Hábitos desta semana.

Substituir utensílios descartáveis e não recicláveis por produtos ecológicos, biodegradáveis e compostáveis é o principal objetivo da bioethic. As embalagens da marca portuguesa são feitas de bagaço de cana-de-açúcar ou amido de milho e estão a chegar a cada vez mais pessoas em Portugal.

Isabel Braz, uma das criadoras da marca, explicou em entrevista à TSF que os produtos podem ser enterrados no jardim e desaparecem em oito semanas, até porque têm componentes bons para o solo. Na hora dos colocar no lixo, para quem não tem compostagem, devem ser colocados no lixo orgânico.

A ideia surgiu em 2012, quando Isabel trabalhava numa multinacional e foi viver para a China. Recorda-se de tempos em que ia trabalhar de máscara, em que se apercebeu "seriamente" da questão da poluição. "Achei que a humanidade estava perdida, era tanto lixo e poluição que achei que não havia volta a dar", conta.

Anos depois foi para a Índia onde a ideia de fazer algo pelo planeta cresceu ainda mais. Porém, foi em Portugal, num festival de música cheio de copos de plástico e palhinhas que se deu o clique final. "Despedimo-nos [Isabel e o marido] e decidimos fazer alguma coisa mais e arriscar pelo planeta e por todos nós."

Agora, a bioethic procura combater o flagelo do plástico. São os municípios e os restaurantes (principalmente pequenos e vegetarianos) que mais começam a optar por embalagens amigas do ambiente. "Há um esforço dos "pequeninos"", admite, esclarecendo que a diferença do preço é de 10/15% a mais do que o plástico.

"Quem compra são pessoas que estão mesmo interessadas em combater a poluição plástica", sublinhou, lembrando que a empresa paga "mesmo de impostos que o plástico".

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