Verdes Hábitos

Os hábitos também se mudam. No combate ao estado de emergência climática, todas as semanas damos a conhecer novas ideias para mudar velhas rotinas. Com Sara Beatriz Monteiro e Inês André de Figueiredo.
Para ouvir todas as sextas-feiras, às 18h40.

"Ninguém quer ver uma vida perfeita." Dicas para criar conteúdo verde no Instagram

Ser autêntico, não ter medo do erro e pensar no Instagram como uma ferramenta de marketing são algumas das dicas de Cláudia Pereira Correia para quem quer começar a criar conteúdo ligado à sustentabilidade nas redes sociais.

Os documentários abriram-lhe os olhos para a importância de cuidar do planeta, mas foram as redes sociais de pessoas como a Eunice Maia e a ativista Joana Guerra Tadeu que a fizeram querer mudar de vida. Nessa altura, Cláudia Pereira Correia trabalhava com pesquisa de mercado e, graças a várias influenciadoras digitais ligadas à sustentabilidade, percebeu "que não queria mais estar a incentivar ao consumismo desenfreado só para melhorar resultados de marcas". Hoje, ensina influenciadores, marcas e pessoas anónimas a produzir conteúdo estratégico ligado ao ambiente e ao impacto social para o Instagram.

Entrevistada pelo programa da TSF "Verdes Hábitos", a especialista em marketing de influência para o impacto explica que, no que toca a temas como o ambiente e os direitos humanos, as pessoas querem sentir-se valorizadas pelo criador do conteúdo.

"Na maior parte das vezes, as pessoas focam-se só na parte da venda, focam-se só na parte comercial, não criam relações com a audiência, não são capazes de responder a comentários, não são capazes de responder às mensagens, acabam por não publicar também de forma estratégica ou de forma constante. O Instagram vai assumir que a pessoa não está comprometida com a plataforma e o público vai sentir que não é valorizado", sustenta.

Por isso, garante Cláudia Pereira Correia, é fundamental perceber que o Instagram é, mais do que uma rede social, "uma ferramenta de marketing" que exige cuidados especiais.

A autenticidade é outra das chaves para o conteúdo "verde" chegar a mais gente, já que "pensar só nos resultados e nos números e em tudo o que queremos vender" não chega para criar relações com os seguidores.

É neste campo que o erro se torna o elemento fundamental. Afinal, nas redes sociais, assumir as falhas é visto como algo positivo: "Ninguém quer ver uma vida perfeita. Aconteceu isso em tempos nas redes sociais que era suposto ser tudo cor-de-rosa, unicórnios por todo o lado, tudo perfeito e maravilhoso, mas cada vez mais as pessoas querem menos isso. Nós queremos ver o que correu mal, os sentimentos. Queremos sentir que nós também somos parte disso e nenhum de nós tem uma vida linda, maravilhosa, perfeita e em que nada corre mal."

No que diz respeito à sustentabilidade, o erro ganha ainda maior importância já que "se as pessoas não virem esse lado imperfeito, não vão acreditar que elas também conseguem fazê-lo e por consequência não vão pôr em prática".

"Nós queremos que cada um de nós faça a diferença com pequenas coisas e com muitos erros, mas que já tentando fazer e melhorando ao longo do tempo. Sermos todos imperfeitos é ótimo", remata.

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