Verdes Hábitos

Os hábitos também se mudam. No combate ao estado de emergência climática, todas as semanas damos a conhecer novas ideias para mudar velhas rotinas. Com Sara Beatriz Monteiro e Inês André de Figueiredo.
Para ouvir todas as sextas-feiras, às 18h40.

Para onde vai um copo partido? Cascais cria solução para o que não entra no ecoponto

Lâmpadas, rolhas e pequenos eletrodomésticos não podem ser colocados no ecoponto, mas já há autarquias a criarem soluções para estes resíduos. O Verdes Hábitos passa esta semana por Cascais para conhecer e perceber como funcionam os ecocentros do concelho.

Quem nunca partiu um copo que atire a primeira pedra... e quem nunca decidiu pôr os cacos no ecoponto verde que atire a segunda. Este é um ato muito comum, mas incorreto, já que as janelas, os espelhos e os copos partidos não podem ter o mesmo destino que as garrafas de vidro. Foi a pensar nestes e noutros resíduos que não podem ir para os três ecopontos principais que Cascais decidiu criar ecocentros fixos e móveis para reciclar objetos como pilhas, copos, rolhas, cabos e pequenos eletrodomésticos.

Em entrevista ao programa da TSF "Verdes Hábitos", Luís Capão, da Cascais Ambiente, explica que estes contentores recebem latas de spray, lâmpadas, pequenos eletrodomésticos e "tudo aquilo que tem o potencial de ser valorizado e que nós não queremos que vá para os contentores normais".

A autarquia tem seis ecocentros fixos, mas também dois ecocentros móveis que vão percorrendo as antigas freguesias do concelho ao longo da semana. Assim, acrescenta Luís Capão, cria-se "uma alternativa para todas as pessoas que querem reciclar mais e melhor terem perto das suas casas de uma forma cómoda e educativa". Depois de colocados nos contentores, os resíduos são encaminhados para a Tratolixo e ganham "uma nova vida".

Luís Capão explica que é fundamental estes resíduos não serem depositados nos ecopontos verde, amarelo e vermelho por causa da contaminação das outras embalagens recicláveis, até porque "fazer a recolha do vidrão em Cascais, ou em qualquer outro concelho, é caro" e a contaminação acarreta custos ainda mais elevados.

Isto acontece porque a recolha do vidrão "é feita esporadicamente e depende de muita tecnologia para ser bem feita". Sendo uma recolha mais cara, "quando essa recolha vai contaminada, é considerada no local de entrega como uma recolha de indiferenciado, de lixo comum", sustenta.

Mais circularidade, menos resíduos em aterro

No mesmo plano, a vereadora Joana Balsemão explica que o objetivo destes ecocentros é "aumentar a reciclagem e aumentar a circularidade", reduzindo a quantidade de resíduos nos aterros, que devem ser vistos como "a última das últimas hipóteses".

Joana Balsemão explica que "os aterros são buracos no chão" e "quando um fica completo, temos de cavar outro", defendendo que "não é isto que queremos fazer ao nosso planeta".

Por outro lado, "ao separarmos os resíduos, vamos conseguir que eles sejam transportados para uma entidade que os vai valorizar", substituindo a economia linear por uma economia circular.

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