CCDR do Centro realça desenvolvimento conseguido através do Centro 2020

Isabel Damasceno pede "pedagogia" na hora de explicar o papel dos fundos europeus no dia-a-dia da população.

O Centro 2020 é o programa operacional que, desde 2014, gere a aplicação de fundos europeus na região Centro do país. O programa é gerido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), que dinamiza os fundos comunitários numa estratégia de desenvolvimento regional. Até março deste ano, o programa já tinha aprovado cerca de 9 mil operações e mais de 2 mil milhões de euros de verbas comunitárias distribuídas entre empresas, autarquias, instituições de ensino superior e outras entidades locais e regionais.

Na reta final do programa, a presidente da CCDRC, Isabel Damasceno, considera que houve um forte impacto e enumera alguns dos espaços de investimento como "as empresas, a regeneração urbana, ou as escolas". A responsável pela entidade entende que "há sempre que melhorar", mas diz não ter dúvidas de que o balanço é positivo e que "os fundos tiveram um papel muito importante".

Isabel Damasceno aponta ainda para um inquérito recente da DECO que coloca Viseu e Leiria como as duas cidades com mais qualidade de vida do país. Para a presidente da CCDRC, trata-se de um exemplo que evidencia o papel dos fundos europeus.

Apesar dos resultados satisfatórios, lembra que houve vários obstáculos no percurso. Durante o período de vigência do programa a região foi assolada por incêndios e, quando estava a recuperar, viu chegar a pandemia que teve impacto mundial. Isabel Damasceno elogia a Comissão Europeia, que "respondeu com uma rapidez enorme à reprogramação" do Centro 2020, permitindo assim fazer alterações para poder responder às novas necessidades da região.

Outro dos desafios é o desequilíbrio que ainda existe entre o litoral e o interior do país. Ainda assim, Isabel Damasceno explica a importância de haver "fundos dirigidos especificamente aos territórios do interior". A presidente da CCDRC considera também que existe atualmente uma maior atenção governamental para a necessidade de combater os desequilíbrios, e cita a criação do Ministério da Coesão Territorial como "um marco importante".

Uma "europeísta convicta", Isabel Damasceno considera que é importante explicar à população o impacto dos fundos europeus no seu dia-a-dia. A presidente da CCDRC pede uma atitude pedagógica para explicar que muitas das obras de que usufruem diariamente não seriam possíveis sem verbas comunitárias e que são "resultado da solidariedade europeia".

O período atual é de transição e o próximo programa começa a ser pensado com novos desafios em vista. Isabel Damasceno fala de eixos estratégicos como "as questões ambientais ou de digitalização", bem como uma continuada importância "das políticas urbanas" como preocupações europeias que vão guiar a construção do próximo ciclo de fundos comunitários.

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