Nenhuma ideia é pequena demais para mudar o mundo

Conteúdo patrocinado. O Energy Bootcamp da Fundação Galp reuniu alunos, professores, pais e especialistas em prol de um mundo que promova a inovação tecnológica para diminuir a pegada ecológica da nossa sociedade.

A maioria das crianças tem grandes expectativas no que diz respeito ao seu futuro. Muitos preten­dem ser super-heróis de dimensão mitológica - com capa e a capacidade de voar - enquanto outros ambicionam ser super-heróis do quotidiano, tais como bombeiros, polícias ou médicos. Transversal a todos os cenários que os mais peque­nos projetam para os seus futuros é a vontade de salvar o mundo, talvez porque de forma bem real o mundo corre perigo.

É esse mundo e essa vontade que estão na origem do Energy Bootcamp, uma iniciativa realizada nos passados dias 28 e 29 de maio no CEIIA, em Matosinhos, e que é uma expressão prática daquele que é o espetro mais amplo dos Projetos Educativos da Fundação Galp: motivar as crianças para as temáticas da eficiência ener­gética e sustentabilidade. Foram dois dias intensos em que cen­tenas de alunos puderam trabalhar as suas melhores ideias, apresentá-las a um júri e, no caso das equipas vence­doras, conquistar financiamento para transformar em realidade os seus pro­tótipos ou hipóteses de projeto. Quem sabe, dando um pequeno grande passo para um futuro de sucesso - quer o do nosso planeta como o próprio futuro profissional destes alunos.

Um dos fatores mais interessantes deste Energy Bootcamp da Fundação Galp prende-se com a diversidade de projetos, que encontra estreita relação com a diversidade de origens. As equipas encontravam-se divididas por categorias - a Missão Up, que envolve alunos do 1.º ciclo; Power Up, que se destina a alunos dos 2.º e 3.º ciclos; e Switch Up, que conta com a participação do ensino secundário e profissional. Mais ainda, eram oriun­das de vários pontos do país e, tendo como base problemas ao nível local, os projetos com que pretendiam resolver esses problemas eram tão distintos entre si como a proposta de criação de jardins verticais complementados com robots/sensores de CO2, e a proposta da equipa "Green Filter", que propõe um filtro especial que recorre a uma planta denominada "bucha" para reduzir significativamente o impacto ambiental das fábricas de processa­mento de peles.

O júri - composto por Joana Garoupa, representando a Fundação Galp; Joana Mendonça, professora do Instituto Superior Técnico e membro da Academia do CEIIA; e Jorge Pedroso, Editor Executivo da Notícias Magazine - tinha de facto uma tarefa difícil entre mãos. Ao longo da manhã do último dia, ouviu atentamente os pitches das várias equipas, trocando impressões com os participan­tes e dando a devida importância a um momento que se quer de tom profissional, ainda que o ambiente seja quase familiar e seguramente animado. Isto porque, pese embora as apresentações mais joviais das equipas do ensino básico, não existem dúvidas de que o Energy Bootcamp é um ponto de partida para os novos talentos do campo tecnológico, que atualmente são "apanhados" muito cedo no radar das empresas. Tão cedo como a partir do 10.º ano.

A genialidade era de facto inegável. Todos se mostraram verdadeiros vencedores, apresentando as soluções do amanhã para um mundo melhor; porém, o júri do Energy Bootcamp teve de selecionar apenas as três melhores ideias das três categorias.

"Os vigilantes do plástico", da Escola Básica de Águeda, foram os vencedores da categoria Missão UP, que, para combater a plastificação dos oceanos, decidiram criar uma lancheira de cartão, para todos os alunos da escola. Os benefícios passam pela proteção marinha e por um consumo sustentável, traduzido numa redução de 2520 sacos de plástico por mês. Na categoria Power Up, foi o projeto "Paper Plants Life", dos alunos da Escola Internacional de Palmela, que ganharam o primeiro lugar. A fim de reduzir o desperdício de papel da sua escola, a equipa decidiu fazer do papel um fertilizante natural, contribuindo assim para a mitigação do efeito de desflorestação. Na última categoria, Switch Up, foi a equipa "Green Water Solutions", da ATEC Academia de formação, que conquistou o primeiro lugar. Para combater a fraca rentabilidade do uso doméstico de água, foi criado um aparelho para geração de eletricidade a partir da utilização doméstica de água. O resultado resume-se a uma geração de até 22 kW por mês num lar normal, a partir da utilização habitual de água.

Estas ideias vencedoras vão receber financiamento para avançar para uma fase de implementação, com benefícios para as escolas e comunidades envolvidas. O Galp Energy Bootcamp demonstra assim que as pequenas ideias, até as que partem dos mais pequenos, podem ter grande impacto.

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