Eduardo Lourenço: eleição de Trump foi "uma espécie de barbárie alegre"

À TSF, o filósofo assume que ficou chocado com a campanha que conduziu à eleição de Trump e fala num "acontecimento de uma transcendência geopolítica dos mais importantes dos últimos 50 anos".

"A América é um continente filho da Europa, mas é como se fosse um outro mundo", afirma Eduardo Lourenço, enquadrando assim a especificidade do contexto que elegeu Donald Trump, "sem paralelo" com a realidade europeia. "A América está sempre no futuro, não é como nós, com uma história muito longa e que estamos sempre a rememorar as coisas fundamentais do nosso percurso até hoje", considera Eduardo Lourenço.

A jornalista Isabel Meira entrevista Eduardo Lourenço.

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Para o filósofo e ensaísta, a campanha eleitoral que conduziu à eleição de Donald Trump foi "um espetáculo indecoroso, uma espécie de barbárie alegre, aquilo foi um festival". Hollywod esteve sempre presente: "foi um espetáculo na televisão, tudo se passou na televisão", exclama.

O autor de "O Esplendor do Caos" nota que Trump tratou logo de lançar "apelos positivos" à Rússia, relegando a Europa para segundo plano: "a gente tem a impressão de que uma pessoa como o novo presidente dos Estados Unidos conhece pouco a Europa, ou nada. Nem é muito importante para ele".

Com eleições presidenciais em França em 2017, Eduardo Lourenço reconhece que os movimentos de extrema-direita europeus, como a Frente Nacional, podem sentir-se incentivados pela chegada ao poder de Donald Trump. "Mas o que se passará na Europa nunca terá o mesmo tipo de repercussões do que aquilo que acontece na potência americana"

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