Alex passa a tempestade tropical e afasta-se dos Açores

O aviso vermelho foi desativado nos Açores. O presidente da Câmara de Angra do Heroísmo garante que o dia não foi pior do que qualquer outro com temporal. Proteção Civil registou menos de 40 ocorrências.

O aviso vermelho relativo a precipitação, vento e agitação marítima para os grupos central e oriental dos Açores foi desativado às 14:00 locais de hoje (15:00 em Lisboa), permanecendo as sete ilhas sob aviso amarelo devido à ondulação, informou o IPMA.

O furacão 'Alex' já se transformou em tempestade tropical (baixou de intensidade) e segue em direção ao Atlântico Norte.

O furacão passou esta sexta-feira a leste da Terceira, a ilha dos Açores que tinha "uma elevada probabilidade de sofrer o impacto direto" da situação, mas que acabou por ser afetada pela parte menos ativa do fenómeno.

"O furacão passou a cerca de 20 quilómetros a leste da Terceira, que foi afetada, mas pela parte menos ativa do furacão", afirmou o meteorologista Carlos Ramalho, da delegação regional dos Açores do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Até ao início da tarde, a Proteção Civil dos Açores registou 36 ocorrências nas ilhas dos grupos central e oriental.

As situações que exigiram a intervenção dos serviços de Proteção Civil não representaram danos significativos, sendo sobretudo quedas de árvores, derrocadas e pequenas inundações, esclareceu o presidente do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA), José Dias.

Apesar de reconhecer que houve uma "redução de danos", em relação ao que se esperava antes de o furacão passar pelos Açores, José Dias frisou que todos os meios continuam de prevenção e com "capacidade de resposta".

"Todos os dispositivos mantêm-se de prevenção máxima. Não há ordem de desmobilização de qualquer meio, nem de nenhuma entidade. Vamos manter-nos de prevenção, independentemente de, provavelmente, termos um decréscimo significativo, a partir das 15:00. O nosso alerta mantém-se até às 18:00", salientou nas declarações feitas às 13:00 locais (14:00) em Lisboa.

Segundo o presidente da Proteção Civil dos Açores, o facto de a população açoriana ter cumprido "quase à risca" os avisos e recomendações do serviço teve um "papel fulcral" para que não se registassem danos significativos.

Por outro lado, José Dias destacou as medidas de prevenção tomadas pelo Governo Regional, que encerrou escolas e serviços públicos, tendo recomendado também o fecho de creches e centros de apoio social.

"Com certeza que garantiram uma maior segurança às próprias populações e que foi uma clara demonstração que todos organizados, de forma articulada, conseguimos superar as situações", concluiu.

Em São Miguel, que até agora foi a ilha com mais ocorrências registadas, o serviço municipal de Proteção Civil revelou, em comunicado, que uma árvore de grande porte caiu sobre uma habitação, acrescentando que as três pessoas que se encontravam no seu interior saíram ilesas.

Em Angra do Heroísmo, na Terceira, o furacão trouxe alguma chuva e ventos muito fortes mas o presidente da Câmara Municipal, Álamo Menezes, contactado pela TSF, afirma que não se tratou de nada muito grave. Álamo Meneses explicou ainda que as pessoas já começaram a sair à rua e que a vida começa a voltar à normalidade.

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