Alimentos vendidos em Portugal vão ter menos sal, açúcar e gorduras más para a saúde

Sete associações representativas da grande maioria dos setores da indústria alimentar comprometem-se a reformular produtos que os portugueses consomem diariamente.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) assina esta quinta-feira protocolos com a indústria alimentar para reduzir as quantidades de sal, açúcar e as chamadas gorduras trans que se encontram em alimentos processados e são más para a saúde quando consumidas em excesso.

Os acordos para reformulação de produtos alimentares, segundo o Ministério da Saúde, serão assinados com sete associações empresariais: Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED, que representa os supermercados), Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares (FIPA), Associação Nacional dos Industriais de Gelados Alimentares, Óleos, Margarinas e Derivados (ANIGOM), Associação Nacional Comerciantes Industriais Produtos Alimentares (ANCIPA), Associação Nacional dos Industriais de Lacticínios (ANIL), Associação Portuguesa de Produtores de Flocos de Cereais (AFLOC) e Associação Portuguesa de Bebidas Refrescantes Não Alcoólicas (PROBEB).

O Governo chegou a dizer que esperava que as negociações com a indústria, previstas desde o final de 2017 e conduzidas pelos diretores do Programa Nacional de Promoção da Alimentação Saudável da DGS, estivessem fechadas em junho de 2018, mas só recentemente foram concluídas.

O objetivo dos protocolos, segundo o que está escrito no anterior Programa, passa por "incentivar a reformulação de um conjunto de produtos alimentares com metas definidas para reduções dos teores de sal, açúcar e ácidos gordos trans a atingir até 2021", sendo os avanços monitorizados por uma empresa internacional de auditoria (a Nielsen), havendo ainda a participação do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

A ministra da Saúde já disse que a meta do Governo é promover estilos de vida saudáveis para reduzir a mortalidade prematura e aumentar a esperança de vida saudável.

A Estratégia Integrada para a Promoção da Alimentação Saudável, publicada em 2017 com os contributos de vários ministérios, defende que os hábitos alimentares inadequados são o fator que mais contribui para o total de anos de vida saudável perdidos pela população portuguesa.

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