Almaraz: Portugal pede suspensão de todos os atos para construção do aterro

O ministro do Ambiente defende que o projeto viola as regras europeias, por não ter avaliado os impactos transfronteiriços.

O ministro do Ambiente revelou esta terça-feira que Portugal pediu à Comissão Europeia que fossem suspensos todos os atos necessários à construção do aterro de resíduos nucleares de Almaraz, para que a situação não venha a ser irrevogável.

"Portugal apresentou ontem [segunda-feira] esta queixa e, além de solicitar a Bruxelas que determine a Espanha esta mesma avaliação do impacto ambiental, solicitou também a suspensão de todos os atos administrativos que estão associados à construção deste aterro para resíduos nucleares", disse, citado pela agência Lusa.

João Matos Fernandes explica o pedido feito por Portugal

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À margem da visita que está a efetuar a São Tomé, João Pedro Fernandes manifestou-se confiante de que Portugal vai ganhar este diferendo com Espanha, ressalvando, no entanto, que a última decisão caberá à Comissão Europeia.

"Não temos a mais pequena dúvida que um projeto deste tipo tinha que ter uma avaliação do impacto transfronteiriço e, sendo a Comissão Europeia a guardiã final da diretiva, estamos profundamente convencidos que nos vai dar razão", disse.

"Apesar de termos solicitado que fosse decretada a suspensão de todos os procedimentos que têm a ver com a construção do aterro, não é exatamente a obra de construção civil que nos preocupa. O que nos preocupa é o que ela vai ter lá dentro", acrescentou.

O governante sublinhou que Portugal tem um ano "para que o problema fique sanado", disse, sublinhando que o diferendo entre os dois países sobre o Almaraz não põe em causa a relação com Espanha.

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