Amianto: Quercus pede suspensão urgente de obras no Ministério da Educação

Governo garante que não há perigo, mas associação diz que obras num dos edifícios do ministério, com centenas de trabalhadores, não estão a seguir regras básicas.

A Quercus pede ao Ministério da Educação que suspenda rapidamente as obras para retirar materiais com amianto do edifício da Avenida 24 de Julho onde funcionam várias direções-gerais.

A associação ambientalista diz que tem sido contactada por vários trabalhadores assustados porque as obras estarão a ser feitas sem várias medidas de prevenção para a saúde dos funcionários.

O jornalista Nuno Guedes falou com a Quercus

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A responsável pelo Centro de Informação de Resíduos da Quercus diz que não é aceitável que o edifício continue aberto enquanto decorrem os trabalhos "com cerca de 400 trabalhadores no seu interior", "coabitando com quem está a trabalhar na remoção do amianto".

Carmen Lima diz ainda que há falta de proteção contra os materiais perigosos durante as obras, além de ausência de proteções individuais fora das áreas de trabalho e falta de monitorização ambiental e à qualidade do ar.

Argumentos que levaram a Quercus a escrever na segunda-feira ao Ministro da Educação pedindo que as obras sejam rapidamente suspensas pois mexer desta forma em amianto é pior do que não fazer nada. Em paralelo seguiu um pedido de inspeção à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).

Recorde-se que um levantamento feito pelo Estado em 2015 detetou materiais que tudo indicava terem amianto neste edifício da Avenida 24 de Julho, nomeadamente em seis serviços do Ministério, incluindo quatro direções-gerais (ver página 219).

Ministério desmente perigo

Contactado pela TSF, o Ministério da Educação refuta as acusações da associação ambientalista.

Fonte oficial explica que "a Parque Escolar está a realizar uma obra de conservação e manutenção dos edifícios ocupados pelos serviços na Av. 24 de Julho" e que esta inclui, também, a "remoção de zonas técnicas desativadas, onde se incluem algumas telhas de fibrocimento" [com amianto].

Contudo, o ministério garante que "o processo de remoção será por recurso a desmonte, telha a telha, de acordo com procedimento aprovado pela ACT", num processo de "remoção das chapas de fibrocimento, bem como os procedimentos de segurança, sujeitos à autorização prévia da ACT, cumprindo assim todas as regras de segurança exigíveis por lei".

O Ministério da Educação explica ainda que o "processo de remoção será constituído por duas intervenções pontuais e de curta duração".

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