Área Marinha Protegida nasce em Cascais

Cerca de 2 quilómetros de litoral no concelho de Cascais passam esta terça-feira para a gestão do município.

A Área Marinha Protegida das Avencas (AMPA) já existia como Zona de Interesse Biofísico das Avencas (ZIBA) mas o estatuto de proteção muda. De acordo com a vereadora do Ambiente da Câmara Municipal de Cascais (CMC), Joana Pinto Balsemão, "passamos a ter algumas novas interdições".

Se a proibição de desportos náuticos motorizados e da ancoragem se mantêm. Este grau de proteção mais elevado obriga a que "a apanha [de moluscos] seja totalmente proibida, a pesca profissional também. Mas é interessante frisar que outras atividades que eram anteriormente proibidas na ZIBA passam a ser permitidas de forma condicionada. Por exemplo, a pesca submarina é permitida porque nos apercebermos que não há um impacto muito grande dessa atividade na fauna marinha; portanto, pode haver pesca submarina mas só até 7,5 quilos por dia, que é metade daquilo que permite a legislação nacional em condições normais", explica Joana Pinto Balsemão.

A vereadora adianta que "vai haver uma fiscalização bastante rigorosa" a cargo da Policia Municipal de Cascais.

Mas estas novas regras foram bastantes escrutinadas por todos os agentes do setor. Foram "regras abraçadas por todos os participantes" nas discussões públicas que antecederam esta classificação.

A AMPA compreende cerca de 2000 metros de litoral, entre a Praia da Parede e a Praia de S. Pedro, sendo delimitada a norte pela Avenida Marginal e a sul pela distância à costa de ¼ de milha náutica (cerca de 500 metros).

Toda a importância desta Área Marinha pode ser apreciada durante a baixa-mar, quando a vida marinha se revela. Na hora da maré vazante, podem ser feitos passeios a pé, agora de forma organizada.

"Pode-se passear na zona intermarés, esta foi uma das soluções que nasceu das sessões de participação publica. A nossa monitorização biológica tinha demonstrado que grande parte do impacto no ecossistema vinha do pisoteio desorganizado e então a solução avançada foi criar trilhos de visitação para as pessoas poderem caminhar em zonas apropriadas", defende Joana Pinto Balsemão.

Os trilhos começaram a ser instalados há três anos e, desde então, tem existido uma recuperação do ecossistema.

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