"Caravana pelo Tâmega" alerta contra consequências das barragens

Um conjunto de canoas e caiaque termina este domingo um protesto que durou uma semana no rio Tâmega. O objetivo da iniciativa foi alertar as pessoas para as consequências da construção de quatro grandes barragens neste rio afluente do Douro.

A iniciativa "Caravana pelo Tâmega" é organizada pelo projeto Rios Livres, da associação ambientalista Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA) e, depois de ter arrancado no fim de semana passado em Chaves, termina este domingo em Amarante.

A iniciativa tem como objetivo sensibilizar as populações das áreas afetadas pela construção das barragens no rio Tâmega e afluentes, a de Fridão concessionada à EDP e as três concessionadas à espanhola Iberdrola, no âmbito do Sistema Eletroprodutor do Tâmega que inclui os empreendimentos de Gouvães, Alto Tâmega e Daivões.

Ouvida pela TSF, Ana Brazão, da GEOTA, diz que as populações revelam uma falta de informação sobre o impacto que a construção destas grandes barragens vai ter não só no rio mas também nas localidades circundantes.

Ama Brazão fala sobre os objetivos da iniciativa

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Além do contacto com as populações e de sessões de esclarecimento, os "caravanistas" apostaram também na educação.

"Em Chaves fomos muito bem recebidos pela comunidade escolar. Tivemos oportunidade de falar sobre os prós e contras da produção de energia hidroelétrica, sobre a importância dos rios e da sua preservação e de realizar atividades com mais de uma centena de alunos", refere Ana Brazão.

A "Caravana pelo Tâmega" culmina domingo com o debate "Barragens no Tâmega: Problema ou Oportunidade?" que pretende juntar representantes dos municípios do Vale do Tâmega, EDP e Iberdrola, ambientalistas, especialistas em questões energéticas e da qualidade da água e empresários do setor turístico.

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