Comitivas portuguesa e espanhola visitam Almaraz

Visita enquadrar-se no âmbito do acordo selado com o patrocínio da Comissão Europeia e conta com a presença de elementos da Ordem dos Engenheiros portuguesa e de representantes da Comissão Europeia.

Uma delegação portuguesa e outra espanhola visitam esta segunda-feira a central nuclear de Almaraz, em Espanha, ao abrigo do acordo selado com o patrocínio da Comissão Europeia.

A comitiva portuguesa, liderada pelo presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Nuno Lacasta, é constituída por 16 elementos e inclui técnicos do Ambiente, da Saúde e dos Negócios Estrangeiros.

Inclui também três peritos externos, da Ordem dos Engenheiros, impedidos de visitar o local há duas semanas, e da Universidade de Coimbra, nas áreas da energia nuclear, da avaliação de impactos ambientais e da hidrogeologia.

Os restantes especialistas presentes na visita à central, iniciativa que tem também a presença de representantes da Comissão Europeia, são de entidades públicas, de áreas dos recursos hídricos, energia nuclear e avaliação de impactos ambientais.

As organizações não-governamentais da área do ambiente não foram convidadas. Ouvida pela TSF, Carla Graça, da Zero, sublinha que as ONG's poderiam trazer um outro olhar sobre o tema, uma vez que estão em contacto permanente com as organizações espanholas.

Há menos de uma semana, Portugal e Espanha chegaram a um acordo que suspende a entrada em funcionamento de um armazém de resíduos nucleares em Almaraz.

Espanha decidiu construir um armazém para resíduos radioativos na central nuclear de Almaraz, que usa o rio Tejo para refrigeração, e Portugal apresentou uma queixa à Comissão Europeia por não ter conhecimento de qualquer estudo de impacto ambiental transfronteiriço daquela estrutura.

A Comissão Europeia anunciou no passado dia 21 de fevereiro que os governos de Portugal e Espanha alcançaram uma "resolução amigável" para o litígio em torno da central nuclear de Almaraz, com Lisboa a retirar a queixa apresentada a Bruxelas.

Apesar das críticas dos ambientalistas e dos partidos políticos, dizendo que este acordo representa um recuo de Portugal, os ministros dos Negócios Estrangeiros e do Ambiente discordam.

Defendem que, no final dos dois meses de trabalho conjunto, período em que Espanha se compromete a dar informações a Portugal sobre a construção e funcionamento do armazém e seus eventuais efeitos, será feita a avaliação dos trabalhos e, se os resultados forem "inconclusivos", o Governo poderá voltar a apresentar queixa na Comissão Europeia.

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