De mangas arregaçadas na devolução dos ecossistemas aos ribeiros de Pedrógão Grande

A APA - Agência Portuguesa do Ambiente e a APRH - Associação Portuguesa de Recursos Hídricos estão a desenvolver trabalhos que competiam aos proprietários. Estão a dar o exemplo, mas não será para sempre.

Com o objetivo de devolver os rios às pessoas, a APRH - Associação Portuguesa de Recursos Hídricos está a levar a cabo uma ação de reabilitação dos ecossistemas ribeirinhos nas áreas ardidas nos grandes incêndios do ano passado.

Estão a ser tomadas medidas de reabilitação, que foram dadas a conhecer na edição deste ano do Fórum Internacional Gaia Todo um Mundo, e os estes trabalhos de recuperação começaram por Pedrógão Grande.

O que está a crescer junto aos leitos ribeirinhos nas áreas ardidas é um desafio

Os grande incêndios do ano passado dizimaram as paisagens e agora é preciso aproveitar para reabilitar os ecossistemas, de preferência melhor do que aquilo que estavam.

"Selecionaram-se áreas prioritárias a montante de praias flluviais e a montantes das captações de água para abastecimento para que não tenhamos lá cinzas", explica Pedro Teiga, que é vice-presidente da Associação Portuguesa de Recursos Hídricos.

Junto ao leito dos rios a vegetação cresce desordenada e é preciso tomar decisões: o que fica e o que sai. No terreno têm sido formados corredores ecológicos de corta-fogo e criadas pequenas bacias de retenção de cinzas.

Tudo isto feito com o trabalho da APRH e da Agência Portuguesa do Ambiente, e por isso Pedro Teiga deixa uma alerta aos proprietários: "os proprietários estão a ter aqui uma oportunidade única, de verem os seus terrenos limpos através do dinheiro do fundo ambiental que é de todos nós. O país não é rico para dizermos que será sempre o Estado a fazer este trabalho. Temos de dize-lo olhos nos olhos: quem vai ter de continuar a fazer este trabalho são os proprietários".

Mas, o vice-presidente da APRH garante que, no terreno, os proprietários têm aparecido e têm estado envolvidos.

Conta inclusive que poucos acreditavam que existissem proprietários que viessem a permitir o corte de eucaliptos junto ao leito dos rios: a verdade é que existem, garante.

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