Especialistas europeus em Albufeira para estudar e salvar 80 espécies de mamíferos marinhos

O Congresso da Associação Europeia de Mamíferos Aquáticos (EAAM) reúne 140 especialistas de vários países.

Ainda é possível salvar espécies que estão em perigo? Esta é uma das questões que estará em cima da mesa no congresso que reúne veterinários, biólogos marinhos, conservadores, tratadores, diretores de zoos aquáticos. Os especialistas vão debruçar-se sobre a conservação de baleias e golfinhos, focas e leões-marinhos, manatins, lontras e ursos polares.

Élio Vicente, diretor do Porto de abrigo do Zoomarine, a entidade que acolhe o encontro, lembra que há espécies de mamíferos marinhos que estão a desaparecer em pleno século XXI.

"Temos que ter a noção que muitas destas espécies já não têm salvação", lamenta o biólogo marinho. Élio Vicente dá o exemplo de uma espécie, um pequeno boto, uma categoria de golfinho que existe no golfo da Califórnia e que não tem mais de 30 exemplares. "Esta espécie pode desaparecer este ano", garante.

Uma consequência de existir no mesmo local um peixe muito apetecido pelo mercado asiático que pode ser vendido a 40 mil dólares o quilo. Nas mesmas redes onde é capturado o peixe são apanhados também estes golfinhos. No entanto, também há trabalhos de conservação positivos, por exemplo o que foi feito com a foca monge que existe no arquipélago da Madeira e que se tornou um caso de sucesso.

As alterações climáticas e a forma como é tratado o meio ambiente pelo ser humano está a criar mudanças significativas e mesmo a extinção de algumas espécies de mamíferos marinhos. Élio Vicente lembra que a maior parte das pessoas gosta de golfinhos, de baleias ou focas e deixa a questão: "Se nós humanos não conseguimos tomar medidas eficazes para proteger as espécies que amamos, como será com as que não amamos?"

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