Furo para gás na Batalha pode ter efeito "devastador" em vestígios jurássicos

Autarquia alerta que zona onde empresa quer fazer prospeção é muito sensível: "As perfurações e as brocas podem ter um efeito devastador sobre este património".

O presidente da Câmara da Batalha teme que os furos de prospeção de gás e petróleo no concelho, que estão agora em discussão pública, ponham em causa o património jurássico que existe no solo.

Paulo Batista Santos explica à TSF que do que já viram nas propostas de definição dos futuros estudos de impacto ambiental, perfurar o solo na zona proposta pode afetar uma importante área de vestígios jurássicos que o Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros pretende valorizar, sendo um contrassenso avançar para a perfuração.

O autarca diz que a área em causa tem muitos vestígios fossilizados, numa área calcária, "em que quase com a mão se consegue escavar na pedra, pelo que imagine-se como as perfurações e as brocas podem ter um efeito devastador sobre este património".

Além de presidente da Batalha, Paulo Batista Santos reuniu no final desta semana com o governo em nome da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria.

Os municípios da região dizem que não ficaram satisfeitos nem tranquilos com as propostas de definição dos futuros estudos de impacto ambiental dos furos de prospeção de gás e petróleo na Batalha e em Pombal que estão até 27 de novembro em consulta pública.

O autarca defende que já é certo que os recursos que existem no subsolo são escassos para a exploração e não justificam os riscos de fazer os furos de prospeção.

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