Governo estuda incentivos fiscais e 'tara perdida' contra consumo de plástico

Ministério do Ambiente está a estudar formas de combater o consumo de plástico. Pagamento dos sacos de plástico nos supermercados foi bom, mas não chega.

O Governo admite avançar com incentivos fiscais para reduzir o consumo de plástico, mas também não descarta a criação de uma espécie de tara perdida para os sacos de plástico das compras na Internet.

O assunto estará em cima de um grupo de trabalho que acabou de ser criado pelos ministério do Ambiente e Economia, aguardando agora publicação em Diário da República.

O diagnóstico do problema ambiental do plástico em Portugal e as propostas de medidas a adotar serão apresentadas até ao fim de maio, numa altura em que a União Europeia também apresenta, esta terça-feira, uma estratégia contra o plástico.

O secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, disse à TSF que a obrigatoriedade de pagar vários tipos de sacos de plástico, que arrancou ainda no tempo do anterior Governo, teve efeitos positivos, mas o problema do plástico está longe de se resolver por completo.

O governante defendeu que o executivo pretende ser pioneiro e ir mesmo além da estratégia europeia, diminuindo ainda mais os plásticos, com especial atenção para as compras via Internet onde até por razões de segurança e saúde pública quase tudo vem com muitos sacos plástico.

Carlos Martins afirmou que as compras na web estão em crescendo e, depois dos supermercados, é preciso ter em atenção os sacos que se usam por essa via, bem como nos materiais de plástico descartáveis usados na restauração, sendo necessário por exemplo estudar a introdução de incentivos para a reutilização ou devolução dos sacos, admitindo-se uma espécie de 'tara perdida'.

O secretário de Estado sublinhou, contudo, que todas estas ideias serão discutidas no grupo de trabalho agora escolhido pelo Governo, sendo necessário esperar pelas conclusões que serão apresentadas até ao fim de maio.

Carlos Martins reforçou, no entanto, que é possível, como já acontece em muitos países do mundo, substituir os plásticos dados aos consumidores, nomeadamente nos restaurantes, por produtos em papel-cartão.

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