seca

Água já é cortada durante a noite em Vila Nova de Paiva

A seca está a ter um forte impacto no interior do país, onde vários municípios foram obrigados a recorrer a camiões cisterna para garantir o abastecimento às populações.

É o que acontece em Vila Nova de Paiva, um concelho com pouco mais de 5 mil habitantes que, desde agosto, quando os emigrantes regressaram a casa, regista problemas de falta de água. A situação agravou-se no último mês.

A Câmara Municipal viu-se por isso obrigada a tomar medidas, uma delas foi o corte do abastecimento público à noite em algumas zonas do concelho, o que tem impacto no dia a dia dos habitantes.

Ercília Pinto, uma professora do ensino secundário residente na aldeia de Queiriga, por exemplo, não consegue tomar banho quando se levanta para ir para a escola.

Em Vila Cova à Coelheira, num dos cafés da localidade, o tema de conversa é a seca e o facto de muitos moradores serem obrigados a tomar banho de "canequinha" com a pouca água que conseguem armazenar durante o dia, conta Regina Silva, a proprietária do estabelecimento.

Na sede do concelho, em Vila Nova de Paiva, o cenário não é diferente. Manuel Ferreiro já foi por várias vezes a um fontanário buscar água, como fazia antigamente, para a higiene diária.

O presidente da Câmara garante que o município está a fazer um esforço "muito grande" para abastecer as povoações, isto numa altura em que várias captações do concelho já se encontram vazias.

José Morgado não esconde que temia o pior porque tudo apontava para a existência de água apenas para uma semana, mas no concelho foi encontrada uma nova reserva de água nas minas de Queiriga, que se encontram descativadas há meia dúzia de anos, e que resolvem o problema, mas apenas por um mês.

O autarca reclama, por essa razão, uma ajuda do governo para fazer frente a esta situação de seca, lembrando que a falta de água é um problema que só pode ser resolvido em articulação com os municípios vizinhos. Os concelhos da região têm já projetada a criação de uma nova barragem, mas que, a avançar, só será uma realidade dentro de dez anos. Defendem ainda a construção de açudes nos diversos municípios para armazenar água, tudo com o apoio do Estado Central.

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