Barragens têm muito menos água do que há um ano

Bacias do Tejo, Douro, Ave e Lima lideram descidas no armazenamento.

O Ministério do Ambiente confirma que o armazenamento de água nas barragens portuguesas está a níveis "francamente inferiores" aos dos meses de março de 2018 e 2017.

Num balanço enviado à TSF, no âmbito de uma reportagem sobre a situação no rio Tejo , os números da Agência Portuguesa do Ambiente registados na passada sexta-feira confirmam esse cenário.

Recorde-se que, em março de 2018, depois de um longo período de seca que durou mais de um ano, caíram fortes chuvadas que encheram as barragens.

Atualmente todas as 12 bacias hidrográficas do país têm menos água armazenada do que em março de 2018 e do que a média histórica.

Com 47,2% da água que podiam ter, as barragens do Sado são as mais vazias, seguidas das bacias do Oeste, Mira, Barlavento e Arade, todas com menos de 60%.

Mais cheias, as bacias do Lima (63,8%), do Ave (67,2%), Douro (62,9%) e Tejo (69,4%) estão no entanto com muitos menos água, mais de 20 pontos percentuais a menos, do que há um ano, no início da primavera. Arade e Sado também registam fortes descidas, acima dos 10 pontos percentuais.

No total, há um ano a média de armazenamento de água nas bacias hidrográficas do país rondava os 75%. Agora, em 2019, anda próximo dos 63%.

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