Governo aprova requisição civil dos motoristas de matérias perigosas em greve

O sindicato do setor avisou que pode faltar combustível nos postos. O Governo está a tentar impedir que tal aconteça através de uma requisição civil.

O Governo aprovou, esta terça-feira, uma Resolução do Conselho de Ministros na qual é reconhecida a necessidade de proceder à "requisição civil dos motoristas de matérias perigosas" que estão em greve por tempo indeterminado.

O comunicado do Conselho de Ministros extraordinário adianta que "a greve em curso afeta o abastecimento de combustíveis aos aeroportos, bombeiros e portos, bem como o abastecimento de combustíveis às empresas de transportes públicos e aos postos de abastecimento da grande Lisboa e do grande Porto".

Os motoristas de matérias perigosas iniciaram esta segunda-feira uma greve por tempo indeterminado. Reclamam uma revisão salarial e mudanças na profissão.

Segundo o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), a greve está a registar uma adesão de 100% e apenas estão a ser abastecidos os hospitais.

Em declarações à TSF, Pedro Pardal Henriques, vice-presidente do Sindicato, explicava as razões do protesto.

"Estes motoristas têm de ter uma formação especial. Têm de ter uma certificação ADR para movimentar matérias perigosas, mas a categoria profissional que está reconhecida é apenas a de transportes de pesados. Tendo em conta a especificidade e o risco a que estão sujeitos, a primeira grande reivindicação é o reconhecimento da categoria de motorista de matérias perigosas e depois o número de horas de trabalho que estão a fazer, que são excessivas, assim como a questão salarial. Nós reivindicamos aquilo que existia há 20 anos: dois salários mínimos, que pensamos ser o justo."

O sindicalista adiantou ainda que os motoristas vivem há 20 anos com dificuldades e que só suspendem a greve se as reivindicações forem atendidas.

LEIA A COMUNICADO NA ÍNTEGRA:

Comunicado do Conselho de Ministros extraordinário de 16 de abril de 2019

O Governo aprovou hoje, por via eletrónica, uma Resolução do Conselho de Ministros que reconhece a necessidade de proceder à requisição civil dos motoristas de matérias perigosas em situação de greve.

A greve em curso afeta o abastecimento de combustíveis aos aeroportos, bombeiros e portos, bem como o abastecimento de combustíveis às empresas de transportes públicos e aos postos de abastecimento da grande Lisboa e do grande Porto.

A presente requisição civil impõe-se de modo a assegurar a satisfação de necessidades sociais impreteríveis na distribuição de combustíveis, depois de se ter constatado que no dia 15 de abril não foram assegurados os serviços mínimos fixados no Despacho n.º 30/2019, de 10 de abril, dos Ministros do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e do Ambiente e da Transição Energética.

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