Grande Barreira de Coral da Austrália sofreu um "colapso catastrófico"

O aviso foi publicado na revista Nature. Os cientistas falam numa ameaça à diversidade da vida marinha, depois de um aumento das temperaturas há dois anos que matou um terço dos corais.

Nada ficará como dantes. Os cientistas, autores deste estudo, avisam que parte do coral morreu em definitivo. A culpa é da vaga de calor ocorrida em 2016.

Nesse ano, os investigadores começaram por fazer uma estimativa da área de coral afetada pelo aquecimento do mar. Nove meses depois visitaram os corais para tentar perceber se tinham mudado de cor, sinal de que haviam recuperado. A conclusão é alarmante. Os cientistas constataram que um terço dos corais, situados na zona norte do recife, morreram. Consequência: mudaram também as espécies que vivem nestes habitats.

Um dos autores do estudo sublinha que a morte de corais, resultado do aquecimento global, já era esperada, a novidade é que a esse processo está a acontecer agora.

Para o futuro, os cientistas consideram essencial cumprir o Acordo de Paris sobre as alterações climáticas.

Prevêem que as temperaturas não aumentem mais de dois graus centigrados até ao final do século. Se assim for, daqui a 50 anos, as gerações futuras ainda poderão conhecer a grande barreira de coral da Austrália. Mas, avisam, se as emissões de gases com efeito de estufa continuarem a aumentar ao ritmo atual, então, o recife, nessa altura, estará irreconhecível.

Património Mundial da UNESCO desde 1981, a Grande Barreira de Coral estende-se ao longo de cerca de 2.400 quilómetros, na costa Leste da Austrália, e é o maior complexo de recifes de coral do mundo.

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