Portugueses vão ter um novo contentor de reciclagem em breve: o castanho

O contentor castanho existe maioritariamente para empresas, mas em breve estará ao acesso de todos os cidadãos.

Portugal está muito perto de ter um novo contentor: o castanho, do lixo orgânico. No fundo, o que já acontece em algumas zonas do país com restaurantes e indústrias passará a estar acessível para todos os cidadãos.

"O país está-se a preparar para ter uma recolha de orgânicos ao cidadão. É uma coisa que vai acontecer muito em breve: será o ecoponto castanho, eu diria", adianta Ana Loureiro, da EGF - Environment Global Facilities, à TSF.

A responsável pela comunicação da EGF explica que o lixo orgânico, depois de recolhido em indústrias e restaurantes, passa por várias fases até chegar a ser um composto pronto a ser vendido.

Esse material, tal como os recicláveis, é vendido, bem como a energia elétrica proveniente do processo. Os corretivos - embalagens que são recolhidas para serem recicladas - também são vendidos, mas não são muito rentáveis.

A chegada de um ecoponto que faça a recolha dos orgânicos permitirá que estas estações, como a Valorsul SA - Estação de Tratamento e Valorização Orgânica -, possam ter mais resíduos para tratar e, consequentemente, produzir mais energia elétrica e vender mais composto.

Nas casas de alguns portugueses, já começa a haver compostores. A compostagem doméstica é utilizada por quem tem jardins ou hortas, com o intuito de diminuir o desperdício e de produzir composto orgânico.

O objetivo da compostagem doméstica é o "mais nobre", é conseguir que o resíduo não se transforme nunca em resíduo, já que nunca chega a estar num contentor. "É a prevenção no seu melhor, conseguirmos separar os resíduos domésticos e produzir o seu próprio composto para uma horta, um jardim", conta Ana Loureiro.

Apesar de os contentores ajudarem, não é necessário haver um contentor próprio - a compostagem pode ser feita em pilhas, grades de madeira, paletes -, mas este objeto é uma "motivação" para quem começa.

As pessoas aderem e a principal dificuldade é manter esta motivação. "O comportamento é incentivado e depois há que o manter e não irmos descobrir compostores com outras coisas lá dentro que não seja o motivo pelo qual foi oferecido", aponta a responsável.

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