Ambiente

Priolo recupera mas ainda não está fora de perigo

A ave, endémica da ilha de São Miguel, viu o seu estatuto classificado como "Vulnerável". Em 2010, o priolo estava classificado como "Em Perigo de Extinção".

O Priolo, ave endémica açoriana em perigo, que apenas existe na zona nordeste de São Miguel, Açores, viu o seu estatuto revisto, tendo sido classificado como "vulnerável", o "mais baixo para espécies em risco de extinção".

De acordo com a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), na nova edição da Lista Vermelha mundial publicada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), o Priolo, ave endémica de São Miguel, viu o seu estatuto revisto favoravelmente, tendo sido classificado como "Vulnerável, numa altura em que a maioria das espécies se encontra cada vez mais ameaçada".

A SPEA, indica na sua página na internet, que "esta melhoria, resultante de um intenso trabalho de conservação desenvolvido pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Governo dos Açores e mais parceiros há mais de 14 anos, não significa que o priolo esteja fora de perigo", defendendo que "é necessário muito trabalho para garantir a sobrevivência desta espécie única dos Açores".

De acordo com a SPEA, trata-se da "segunda revisão em uma década do estatuto desta ave endémica", pois em 2010 - Ano Internacional para a Biodiversidade -- esta ave passou de "Criticamente em Perigo de Extinção", para "Em Perigo de Extinção".

"O Priolo é, assim, um dos poucos exemplos de recuperação, a nível europeu, sendo que lamentavelmente a maioria das espécies que viram o seu estatuto alterado foi para uma situação mais critica", salienta a SPEA, que já realizou três edições do Atlas do Priolo, em 2008, 2012 e 2016, um projeto que permitiu revelar "uma estabilização da população", atualmente estimada em mais de 1.000 indivíduos.