Lavar ruas e encher piscinas pode ser proibido temporariamente caso a seca se agrave

A Comissão Permanente da Seca reúne-se esta quarta-feira para analisar os dados mais recentes da seca e aprovar medidas em funções desses dados.

Mais de metade do país está em seca moderada e já existem restrições ao uso da agua no Alqueva. Estão, inclusive, a ser travadas novas plantações intensivas como os olivais.

Lavar as ruas, encher piscinas e regar zonas verdes pode vir a ser proibido temporariamente caso a seca se agrave. Neste cenário, sublinha o Jornal de Notícias, também pode vir a diminuir a pressão da água que sai das torneiras, tal como já aconteceu noutras alturas em várias localidades no Alentejo.

O ministro do Ambiente já admitiu restrições da utilização da água na agricultura, garantindo também que o planeamento com tempo de transferências de águas entre barragens.

A Comissão Permanente da Seca reúne-se esta quarta-feira para analisar os dados mais recentes da seca e aprovar medidas em funções desses dados.

O que se sabe é que, em fevereiro, mais de metade do país estava em situação de seca moderada e uma parte do sul (quase 5% do território) já estava em seca severa. Desde fevereiro, há na gestão da água na bacia do Guadiana e do Tejo.

O jornal Público confia que a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva detetou uma utilização abusiva dos recursos. O projeto do Alqueva tem uma área para regar 120 mil hectares, mas não havia controlo em relação às plantações e ao fornecimento de água.

Por isso, todos os agricultores que têm as explorações fora dos blocos de rega do Alqueva já foram avisados que só vão ser aceites propostas para as culturas anuais, como melão, trigo, feijão ou batata e não há autorização para fornecer água a culturas permanentes de alto rendimento, como oliveiras, amendoeiras, vinha e árvores de fruto.

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