Portugal recebe Troféu das Energias Renováveis

Portugal é o vencedor deste ano do Troféu das Energias Renováveis. O prémio é atribuído pelo Sindicato das Energias Renováveis, uma associação francesa que junta associações e empresas do setor de todo o mundo.

Em declarações à TSF, o ministro do Ambiente e da Transição Energética afirma que o Troféu das Energias Renováveis, de Portugal irá receber na sede da UNESCO, em Paris, é o reconhecimento do trabalho que tem sido feito pelo país nesta área.

"É muito prestigiante porque, nos últimos oito anos, foram sempre personalidades que receberam este prémio - nenhum o país o tem recebido", nota João Pedro Matos Fernandes.

O ministro sublinha que, desde 2005, Portugal reduziu em 22% as emissões de gases com efeitos de estufa e, em 2017, chegou aos 54% de eletricidade produzida através de fontes renováveis.

Matos Fernandes considera, no entanto, que também os compromissos assumidos para o futuro contribuíram para a distinção - com Portugal a ser o primeiro país europeu a comprometer-se a atingir a neutralidade carbónica até ao ano de 2050.

Antes disso, em 2030, o país pretende chegar aos 80% na produção de eletricidade com recurso a fontes renováveis e aos 35% de eficiência energética no consumo de energia.

O ministro do Ambiente defende que, mais do que realistas, estas são metas necessárias. "Eu diria que não temos alternativa", declara.

E as vantagens que daí advêm não são apenas para o ambiente. João Pedro Matos Fernandes destaca que o plano que garante a Portugal a neutralidade carbónica "é também o cenário que cria mais riqueza e mais emprego" no país.

O ministro do Ambiente acredita que os portugueses estão preparados para a mudança. "Temos tudo para estar na linha da frente", antevê Matos Fernandes, citando um relatório do Banco Europeu de Investimentos que afirma que 80% dos portugueses estão preocupados com as alterações climáticas.

"Os portugueses perceberam bem o que foram os fogos e o que foi o problema da seca,... Percebem que, por muito que nos esforcemos, a tendência é para haver cada vez menos água", reforça.

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