Preocupados com falta de chuva, agricultores pedem comissão para as alterações climáticas

Os valores baixos de precipitação prometem dificultar o trabalho aos agricultores na primavera que se aproxima. É um problema a que o Governo não pode fechar os olhos.

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) está preocupada com a escassez de chuva e volta a defender a criação de uma comissão para as alterações climáticas.

No final de dezembro verificou-se "o surgimento da classe de seca meteorológica fraca" a sul do Tejo. Foi um mês quente, com a temperatura máxima a alcançar o terceiro valor mais alto em 87 anos, indicou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) .

A criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para as alterações climáticas é essencial para ajudar os agricultores a perceber o fenómeno, defende a CAP.

O presidente pela CAP diz que os agricultores estão a ficar "apreensivos" com a falta de chuva, um problema que, acredita, se vai agravar no futuro.

O Ministério do Ambiente desmente a Confederação dos Agricultores de Portugal sobre a falta de uma comissão permanente para as alterações climáticas.

Ouvido pela TSF, o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, lembra que a comissão da seca continua ativa e reúne sempre que é preciso.

"Há aí um equívoco. A comissão da seca não é de caráter esporádico, foi criada e reunirá sempre que as autoridades que fazem o acompanhamento fizerem nota de que é oportuno promover uma reunião de caráter interministerial. A comissão não se extinguiu", assegura Carlos Martins.

(Notícia atualizada às 18h24 com a reação do Ministério do Ambiente)

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