Amnistia Internacional diz que Portugal falha no acolhimento de refugiados

País apenas acolheu metade dos refugiados a que se propôs e dos que chegaram metade já foram embora. Amnistia explica que não é por acaso.

O relatório anual da Amnistia Internacional sublinha que Portugal acabou por acolher muito menos refugiados que aqueles a que se comprometeu no programa europeu de recolocação dos milhares que nos últimos anos chegam à Grécia e a Itália.

O documento destaca que apenas foram acolhidos 1518 refugiados, tendo ficado 1400 lugares por preencher. Em paralelo, daqueles que chegaram 720 já tinham saído do país até ao final de 2017.

O governo tem culpado a falta de resposta europeia a essa intenção de receber mais refugiados, mas o diretor executivo da Amnistia Internacional em Portugal diz que só essa explicação não chega.

Pedro Neto sublinha, em declarações à TSF, que é preciso acolher bem os refugiados, com Portugal a ter várias falhas a esse nível.

Pedro Neto diz que não basta anunciar boas intenções de acolher as pessoas: é preciso garantir condições para as receber, com boas redes de apoio e garantindo que os refugiados se podem juntar à família que têm espalhada por outros países da União Europeia.

A Amnistia Internacional argumenta que bastaria ouvir os refugiados que chegam e saem de Portugal para perceber que os motivos que têm são completamente válidos.

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