Animais de caça doentes preocupam caçadores e proprietários rurais

Os coelhos bravos, veados e javalis doentes no Alentejo estão causar preocupação aos caçadores, proprietários de explorações agrícolas e autarquias das zonas de fronteira.

Os animais de caça, com febre hemorrágica e tuberculose bovina, estão a contagiar explorações pecuárias e ameaçam espécies selvagens. O problema afeta sobretudo a zona raiana. Em Barrancos há explorações onde foi preciso abater todos os animais.

A jornalista Dora Pires conversou com autarca de Barrancos

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Na passada semana, após meses de recuperação, foi libertado em Mértola um lince ibérico apanhado em Espanha com apenas nove quilos, muito desnutrido. A TSF apurou que o problema foi a falta de alimento por causa da doença hemorrágica do coelho bravo.

É a doença que quase levou à extinção do lince ibérico no século passado e que tem dificultado a sua reintrodução nos últimos anos. Sobretudo com o aparecimento de uma estirpe mais agressiva do vírus - em 2012 - que também mata as crias.

Ouvido pela TSF, João Carvalho, da Associação de Proprietários Rurais, recorda que o coelho bravo é "a principal presa dos grandes predadores", como as grandes aves de rapina e o lince que baseia "80% da sua alimentação no coelho". Precisamente por falta do seu alimento preferido, João Carvalho conta que houve pelo menos um lince em Espanha contagiado com tuberculose bovina.

Para evitar o contágio, os concessionários de zonas de caça apertaram a malha de segurança, com medidas rigorosas, garante João Carvalho.

João Carvalho explica que há medidas de segurança rigorosas em vigor

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Os caçadores do regime livre dizem que já quase não se encontra um coelho para caçar por causa da doença hemorrágica viral. José Batista, do movimento "Mais Caça", diz que quem deveria atuar fecha os olhos.

José Batista acusa Governo e instituições de estarem a "fechar os olhos" a esta situação

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O Ministério da Agricultura reconhece que a situação é preocupante. Em resposta à TSF, afirma que se trata de um problema europeu que as autoridades nacionais estão a vigiar.

Destaca as medidas de controlo sanitário impostas na zona fronteiriça de risco. No caso da doença hemorrágica viral, a tutela diz que o grande problema é uma nova estirpe detetada em 2012 que está a ser estudada. Além dos coelhos e lebres, está a afetar espécies ameaçadas de extinção e até explorações de criação de coelhos onde os animais estão vacinados.

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