"As crianças devem ser retiradas aos pais enquanto existe tensão emocional"

As crianças que foram levadas para o rio Tejo deveriam ter ficado sob tutela de "outra pessoa", defende o secretário-geral do Instituto de Apoio à Criança. Manuel Coutinho, que é também psicólogo clínico considera que, quando há "indícios de violência doméstica", o tribunal deve ordenar "de imediato perícias psicológicas".

Em declarações à TSF, o secretário-geral do Instituto de Apoio à Criança (IAC) admite que teria sido importante que as crianças estivessem"sob tutela de uma avó ou de uma tia, por exemplo.

Para o psicólogo clínico, "as crianças devem ser entregues a pessoa idónea que as possa proteger e devem ser retiradas enquanto existe uma tensão emocional que as pode vir a prejudicar".

Manuel Coutinho defende a necessidade de perícias médico psicológicas

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Manuel Coutinho defende que "em todas as situações de violência doméstica devia avaliar-se de imediato o equilíbrio emocional das pessoas envolvidas". Na opinião do psicólogo, é fundamental que em casos de agressão seja feita "uma análise clara do perfil das pessoas envolvidas" e os tribunais deveriam atuar rapidamente, "em conformidade".

Para evitar que as crianças sejam "duplamente violentadas" o secretário-geral do IAC sublinha que seria importante "clarificar logo se estamos perante uma perturbação mental, ou da personalidade, do género da psicopatia" e por isso uma queixa devia "obrigar sempre a perícias médico psicológicas, principalmente se existirem filhos".

O secretário-geral do IAC revelou à TSF que, por dia, chegam à linha SOS Criança entre 8 a 10 denuncias de violência. Desde que entrou em funcionamento, em 1988, o serviço já registou 120 mil situações.

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