Boa Vida - Regresso a casa

Anos depois, o cozinheiro Miguel Laffan regressa à sua terra, Cascais, desta vez ao restaurante Porto de Santa Maria. A casa tradicional O Mário no Fundão explica as "cherovias" e mais um aniversário do bar Labirintho, no imaginário de muitos portuenses.

Miguel Laffan regressou a Cascais, onde nasceu há quase 40 anos, para renovar o emblemático restaurante Porto de Santa Maria . As cozinhas, viveiros e garrafeira estão prontas, a remodelação da sala vai avançar em breve num espaço que vai manter o seu "adn" de peixe fresco e marisco.

O cozinheiro cascalense começou a carreira na Fortaleza do Guincho, também em Cascais e, depois de ter estado em França e na Madeira, abriu o restaurante da unidade hoteleira L'AND Vineyards e Montemor-o-Novo, onde conseguiu ganhar uma estrela Michelin.

Este ano vai dedicar-se ao "Porto de Santa Maria", ao "Miguel Laffan at Atlântico Bar & Restaurant" , no Hotel Intercontinental no Estoril, e ainda à sua marca "Chicken All Around" no Oeiras Parque. Miguel nasceu em 1979, filho de mãe inglesa e pai português, e viveu na localidade de Areia, a dois passos da praia do Guincho.

Tubérculo esquecido

Carlos Daniel Alves abandonou a sua carreira na engenharia para tomar conta do restaurante dos seus pais no Fundão e conta como o tubérculo "cherovia", também conhecido por pastinaca, é importante para aquela região. "O Mário" é um dos restaurantes mais conhecidos da região à saída da cidade do Fundão , entre a

Serra da Gardunha e a Serra da Estrela. Entre muitos outros pratos, as especialidades de lampreia à Bordalesa, sável frito com migas, tibórnia de bacalhau, panela no forno, arroz de carqueja, cabrito do Fundão na brasa ou no forno, leitão do monte no churrasco, misto de porco preto, ovos mexidos com grão ou o almoço serrano.

Três décadas

O Labirintho, um dos bares mais conhecido dos portuenses faz este mês 31 anos de idade, cinco anos depois de Vasco Mesquita ter tomado conta da gerência.

Numa das muitas vida do espaço, o período em que a redação do Porto do jornal O Público estava na mesma rua, o que potenciou os encontros de jornalistas, artistas e políticos. Um espaço que ficava preenchido a qualquer dia da semana.

Atualmente, mesmo à distância da "movida" portuense da Baixa, o Labirintho continua a seguir o seu caminho onde a música ao vivo é uma das apostas. Referência para os "encontros" anuais de amigos na noite de Natal, de portas abertas desde que se estreou na Rua Nossa Senhora de Fátima há mais de três décadas

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