Caos no SNS foi "pontual"

Sistema informático central esteve indisponível durante duas horas em novembro. Foi um "inferno" mas "não comprometeu prestação de cuidados aos utentes", garantiu o presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde" na Comissão de Saúde.

O presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) reconheceu, esta quarta-feira, a existência de "falhas no sistema central" dos sistemas informáticos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), no início de novembro passado, mas lembra que a maioria das falhas, de que há conhecimento público, ficou a dever-se a problemas "pontuais e localizados" em algumas instituições.

Henrique Martins acrescentou, no entanto, que "há uma regularidade invisível nos sistemas de informação do SNS", mas que "há mais de 60 sistemas que funcionam todos os dias plenamente".

Apesar das falhas pontuais, Henrique Martins assegura que a prestação de cuidados aos utentes não ficou comprometida.

O presidente do SPMS sublinha que os sistemas estão a viver "um período transitório" com a modernização e a migração para os exames sem papel, mas lembra que "a informática não torna a medicina mais rápida, mas mais eficiente". Questionado sobre a segurança dos dados dos utentes, Henrique Martins diz que nunca pode ter dada total garantia.

O presidente da SPMS lembra que a cibersegurança só pode ser garantida com uma mudança cultural. Quanto à necessidade de investimento nos sistemas, remeteu para as necessidades de cada região de saúde e apelou a todos os profissionais para que reportem as falhas detetadas, a fim de que o sistema ser melhorado.

A audição a Henrique Martins, presidente do conselho de administração dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, na Comissão Parlamentar de Saúde foi pedida pelo PSD e pelo PCP para "esclarecimentos sobre os problemas informáticos que estão a ocorrer no SNS.

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