Cardeal Cerejeira: O "príncipe da Igreja" que Salazar não soube derrotar

A personalidade do cardeal pelo investigador Luís Salgado de Matos. À TSF, defende que Salazar não conseguiu derrotar o cardeal pelos gestos teatrais e o apoio das mulheres, da nobreza e de muitos meios não católicos.

Foi com a autodefinição de "príncipe da Igreja" que o cardeal Cerejeira se mostrou, em 1935, no congresso da JOC (Juventude Operária Católica), um dos setores do movimento internacional da Ação Católica, responsável pela recristianização do país, depois das atribuladas relações da Igreja Católica com o Estado republicano.

Nesta entrevista o investigador Luís Salgado de Matos refere-se, longamente, às personalidades de Cerejeira e Salazar, colegas e amigos na universidade de Coimbra e lançados no governo, político e religioso, de Portugal, por mais de quarenta anos.

Salgado Matos revela que tão complexos eram os tempos da primeira República que o padre Manuel Cerejeira se viu obrigado a andar armado com uma mauser.

O autor do livro revela também que o patriarca, de gestos teatrais, se sustentava com "tonalidades míticas" e um forte apoio das mulheres e da nobreza católica.

Salgado Matos refere, ainda, entidades, como Fátima e a oposição católica, onde emergem os casos do bispo do Porto e do padre Felicidade Alves.

Não esquece, por fim a desastrada participação do cardeal Cerejeira, no Concílio Ecuménico Vaticano II, onde chegou, em 1962, sem "tropas" teológicas.

Sobre o atual patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, nem uma nota de classificação. O entrevistado diz que não é juiz de funções nem pessoas.

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