Cardeal-patriarca considera nova lei "muito errada"

O responsável máximo pela Igreja Católica em Portugal defende que a legislação sobre maternidade de substituição é contranatura e argumenta que "há muita criança para adotar".

D. Manuel Clemente criticou, esta tarde, a aprovação no parlamento da alteração à lei da maternidade de substituição. Para o cardeal-patriarca, a ligação entre a criança e a mãe estabelece-se nos nove meses de gestação, sublinhando que quem não pode ter filhos tem outras formas de maternidade.

"Se as pessoas não podem ter filhos, há outra maneira de exercerem esse gosto que têm. Há muita criança para adotar, há muita causa para ser adotada. Estar assim a contrariar o desenvolvimento natural do ser humano e a separar as duas fases (antes e pós nascimento), afastar esse ser que cresce no ventre de uma mãe para outra pertença abusivamente é muito errado", disse o cardeal à margem de uma inauguração na Buraca, Lisboa.

Para D Manuel Clemente trata-se de "um contrassenso civilizacional, que o cardeal-patriarca espera que possa ser revertido.

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