Carros autónomos travados pela burocracia

Construído em Portugal em fábricas localizadas no Carregado e em Coimbra, o "Move", é um veículo elétrico para transporte de pessoas e mercadorias completamente autónomo.

Custa quase 200 mil euros e é silencioso, ecológico e apesar do espanto anda mesmo sozinho.

Reportagem de Amadeu Araújo

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Mas "está parado, não porque a tecnologia não os deixe acelerar, mas pela burocracia", conta Pedro Serra, investigador do Instituto Pedro Nunes que desenvolveu o "MOVE".

"Em Portugal há apenas um destes carros a circular num circuito fechado mas o país já exporta estes veículos", adianta Jorge Saraiva, administrador da TULA que comercializa este veículo autónomo.

Não foram os travões burocráticos e o MOVE "já podia circular em Viseu, subindo e descendo as colinas da cidade e operando 24 horas dia". Assim o deseja o presidente da câmara. Até que a legislação apareça resta à cidade sonhar com "uma pista de experimentação deste tipo de veículos que a coloque na vanguarda da mobilidade inteligente", afirma Almeida Henriques.

Mas não faltará muito para que as amarras destes automóveis sem condutor comecem a circular por aí. A promessa é do secretário de Estado do Ambiente, que tutela a mobilidade urbana. José Mendes promete "legislação que haverá de chegar mais cedo do que tarde".

Os carros sem condutor foram um dos temas debatidos ao longo do dia, em Viseu, durante a Conferência "Mobilidade: Planear, Financiar, Contratualizar", organizada pela "Transportes em Revista".

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