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A Proteção Civil registou esta sexta-feira mais de mil ocorrências devido à chuva e vento fortes da depressão "Helena"
Entre as 00h00 e as 20h00 foram registadas 1039 ocorrências relacionadas com o tempo adverso, sobretudo queda de árvores, queda de estruturas e a inundações.
À TSF, o comandante Miguel Oliveira, da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) conta que os distritos mais afetados foram Lisboa, Coimbra, Viseu, Porto e Aveiro. A grande maioria das ocorrências foi registada junto à costa.
A tempestade provocou inúmeros danos, mas não há registo de vítimas, acrescenta,
Miguel Oliveira deixa conselhos a população para lidar com os efeitos desta tempestade e "evitar comportamentos de risco".
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Portugal continental está a ser afetado pelos efeitos da depressão "Helena", centrada a noroeste do golfo de Biscaia, Espanha.
A previsão meteorológica aponta para a costa ocidental ondas de cinco a sete metros, e temporariamente a norte do cabo Raso, passando a sete a oito metros durante a tarde e início da noite, e com uma altura máxima que poderá atingir 15 metros.
Junto à orla marítima, o mar avançou, ao início da manhã, sobre o Bairro Norte da Praia de Mira, destruindo defesas das dunas e passadiços de recreio, a cerca de 40 metros das casas.
A estrada Marginal Norte, que liga o centro da cidade de Peniche ao Cabo Carvoeiro, no distrito de Leiria, foi cortada ao trânsito, devido à agitação marítima.
No concelho de Alcobaça, também no distrito de Leiria, o mau tempo provocou a queda de um algeroz e o levantamento parcial da cobertura de um prédio de três pisos, "sem causar feridos nem desalojados", informou o comandante dos bombeiros, Leandro Domingos.
No mesmo concelho, a chuva e vento forte, que se fizeram sentir com maior intensidade entre as 16h00 e as 16h30, provocaram a queda de uma árvore de médio porte, na localidade de Venda Nova, na freguesia de S. Martinho do Porto, onde a estrada "esteve temporariamente cortada enquanto se procedeu à retirada do pinheiro", disse à agência Lusa o comandante dos bombeiros locais, João Bonifácio.
No Porto, a circulação na avenida Dom Carlos I, na zona da Foz do rio Douro foi cortada, desde as 18h00 de quinta-feira, devido ao aviso de mau tempo.
Em Espinho, a Escola Secundária Manuel Gomes de Almeida foi hoje evacuada após perder parte do telhado do edifício administrativo devido a "uma rajada muito forte", que fez o "edifício estremecer" e levou a que tombasse parte do telhado, de acordo com o diretor da escola.
O vento fez também voar o 'teto falso' da cobertura exterior de um posto de abastecimento de combustíveis em Esposende, danificando duas viaturas que estavam a abastecer.
Os ventos fortes obrigaram ainda a TAP a fazer divergir um voo de Lisboa para Faro, com a empresa a admitir fazer mais alterações durante o dia.
Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa e Setúbal vão estar entre as 12:00 e as 21:00 de hoje sob aviso vermelho devido à previsão de agitação marítima.
Além do vermelho para a agitação marítima, o IPMA emitiu avisos laranja e amarelo para hoje e sábado, devido ao vento, para todos os distritos de Portugal continental, exceto Évora, e devido a neve para Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Aveiro e Coimbra.
Para hoje está previsto vento forte de noroeste, com rajadas até 75/85 quilómetros/hora (km/h) no litoral, que deverão atingir valores da ordem de 110 km/h a norte do cabo Mondego e nas terras altas do Minho e Douro litoral e da região Centro.
Por causa do mau tempo, a Autoridade Nacional de Proteção Civil alertou para a possibilidade de cheias, formação de lençóis de água e gelo e quedas de árvore, devido às previsões de chuva, neve, vento e agitação marítima para os próximos dias.
Também a Autoridade Marítima Nacional alertou para o agravamento das condições meteorológicas e oceanográficas na zona norte de Portugal continental, entre a madrugada de hoje e a de sábado.
Notícia atualizada às 00h12
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