Ataque informático. Pode ser a maior fuga de informação de sempre em Portugal

Facebook, LinkedIn ou Twitter. São segundo a revista Sábado alguns dos sites alvo de ataques ao longo dos últimos anos que permitiram a recolha de e-mails e passwords de milhares de utilizadores.

A informação consta de duas listas que circulam na dark web. A revista Sábado consultou essas listas e descobriu os dados de e-mail de utilizadores de áreas tão sensíveis como as Forças Armadas, PSP, GNR, juízes, Polícia Judiciária e Ministério Público.

Um dos exemplos citados é o do endereço de correio eletrónico e palavra-passe do Procurador Rosário Teixeira, titular do inquérito da Operação Marquês ou ainda de Luís Naves, diretor da Unidade Nacional de Contraterrorismo da Polícia Judiciária.

Mas há mais. É o caso dos e-mails de membros dos governos de José Sócrates e Pedro Passos Coelho, autarquias e até mesmo de funcionários do Centro de Gestão da Rede Informática do Governo (CEGER), a entidade que gere, por exemplo, os servidores onde ficam registadas as comunicações eletrónicas entre os diferente membros do executivo ou informações relativas a negócios do Estado, como a aquisição de material militar.

O CEGER, contactado pela Sábado, chama a atenção para o facto das passwords reveladas não permitirem o acesso à rede informática desta entidade, já que não cumprem os requisitos definidos.

Na prática, o endereço de e-mail profissional terá sido usado para o registo numa rede social, mas com uma palavra-passe diferente da usada para fins profissionais, impossibilitando dessa forma o acesso aos servidores do CEGER.

O setor privado também não escapa a esta gigantesca devassa. Bancos, seguradoras, empresas de segurança, empresas cotadas no PSI20, transportadoras (como a TAP ou a CP) ou a EDP - há registo de utilizadores de todas estas empresas.

E, claro, os clubes de futebol, com a publicitação de endereços de correio eletrónico de pessoas ligadas ao Benfica, FC Porto e Sporting. Um dos exemplos é o caso de Paulo Gonçalves, diretor jurídico da SAD do Benfica.

Também a comunicação social foi atingida com a divulgação de e-mails e passwords de profissionais de grupos como a Cofina, a RTP, o grupo Renascença ou a Global Notícias.

A Polícia Judiciária decidiu averiguar este caso depois de ter tido conhecimento da investigação da revista Sábado.

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