Com o Galaxy Fold, a Samsung pode estar a caminho de um desastre

Falta uma semana para o Galaxy Fold (e o seu ecrã flexível) ser posto à venda e a julgar pelos primeiros dias de testes feitos por jornalistas, a Samsung parece estar alegremente a avançar em direção a um precipício.

O Fold é o primeiro telemóvel da fabricante sul-coreana com um ecrã que se dobra. O equipamento abre-se como um livro e é lá dentro que está o ecrã maior, a novidade tecnológica. A tela flexível.

Num momento inicial, os textos publicados online sobre os primeiros minutos com o Fold eram laudatórios. O mecanismo de abertura e fecho parecia bem construído. Havia um vinco na tela, mas nada de preocupante.

O primeiro sinal de alarme saiu do site The Verge. O jornalista Dieter Bohn começou a sentir e a ver um pequeno alto no ecrã. Era como que uma borbulha, mas provocada por um pedaço de qualquer coisa que ele ainda agora não sabe o que é.

Um dia depois de ter começado a usar o smartphone, o ecrã já estava avariado. O equipamento ainda funciona, mas o ecrã OLED tem agora duas linhas (muito evidentes) onde a imagem é sempre a mesma. Ambas as linhas partem precisamente do local onde antes estava a tal borbulha no ecrã.

Mas tudo poderia não passar de um azar se apenas um de uns dez jornalistas (talvez um pouco mais) tivesse tido problemas. Não foi esse o caso.

A avaria é outra, mas pelo menos três reviewers sofreram com ele. O que acontece é que jornalistas da CNBC, Bloomberg e o youtuber Marques Brownlee acharam que uma película que cobria o ecrã era um protetor de tela e removeram-na. Erro. A qualquer um deles o ecrã deixou rapidamente de funcionar.

Na verdade, a Samsung tem lá o aviso de que aquela película de plástico não deve ser removida mas quantos utilizadores é que leem o manual? Descobriremos a partir de dia 26 de abril. É nesse dia que os equipamentos começam a ser enviados a quem fez a reserva.

Atualização:

Horas depois da polémica se ter tornado pública, a Samsung reagiu aos problemas reportados.

A fabricante sul-coreana prometeu investigar caso a caso o que se está a passar com os ecrãs e sublinhou que a camada protetora da tela pode ser retirada, nem devem ser colados adesivos a essa película.

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