É uma casa de Singapura, com certeza. E consome apenas a energia que produz

Em terra de arranha-céus, abriu as portas um novo edifício que gasta apenas a energia que produz.

Era uma casa muito engraçada, tinha painéis como teto, não desperdiçava nada. Não se começa uma casa pelo telhado, mas, nesta nova casa em Singapura, as telhas são substituídas por 1.200 painéis solares, a condizer com os ideais ecológicos que habitam para lá das fachadas.

O novo edifício foi desenhado de raiz com o conceito de "energia zero", já que consome apenas o saldo energético que produz, conforme explica a CNN . A construção é o lar da Escola de Design e Meio Ambiente da Universidade Nacional de Singapura, e o equilíbrio entre arquitetura e natureza é mesmo conseguido dentro de portas.

Os 1.200 painéis solares que recobrem o telhado geram cerca de 500 megawatts de energia por ano, um pouco mais do que o corpo docente e os alunos necessitam, de acordo com Lam Khee Poh, reitor da escola. O excedente de eletricidade serve para alimentar a rede elétrica principal da escola, que também atua como uma reserva suplementar para o edifício.

Não há desperdícios neste edifício amigo do ambiente, construído para edificar sustentabilidade. "Tudo está conectado de volta à rede", garantiu o reitor da escola à CNN. "O que produzimos é utilizado de novo. Por isso, temos em conta quanta energia entra neste sistema e quanta é consumida todos os dias."

De acordo com estimativas do World Green Building Council, havia apenas 500 prédios comerciais de energia zero e 2.000 unidades habitacionais deste tipo em todo o mundo em 2017. Os edifícios são responsáveis por quase 40% das emissões de gases de efeito de estufa em todo o mundo. As soluções de energia renovável são a nova aposta para atingir as metas impostas pelo acordo de Paris, de acordo com a Architecture 2030, um grupo sem fins lucrativos que trabalha com empresas de construção.

Na tentativa de apagar a pegada ecológica, a solução não passa apenas por correr, mas por modificar os lugares onde se firmam os pés. O campus universitário de Singapura procura reduzir o gasto de energia em 40 a 60%. Isso significa que a comunidade escolar "precisa de se adaptar", disse Lam à CNN Business.

Num comunicado, o presidente da universidade, Tan Eng Chye, descreveu a nova instalação como um "laboratório vivo" que espera que "inspire futuros edifícios de alto desempenho e projetos de desenvolvimento sustentável em Singapura e além-fronteiras".

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