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Apple quer trazer "+" à TV. Gigante tecnológica lança concorrente da Netflix

A gigante californiana chegou ao mercado do streaming e trouxe nomes de peso - como os de Spielberg ou Oprah Winfrey - consigo.

A Apple apresentou, no Steve Jobs Theater, a Apple TV+ , uma evolução da sua aplicação para televisões que pretende aumentar a influência da companhia fundada por Steve Jobs não só no mundo do streaming como também da produção de conteúdos próprios.

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Prevê-se que o serviço esteja disponível em mais de 100 países a partir do outono deste ano. Os preços ainda estão por conhecer.

A aplicação, que já vem pré-instalada em vários dispositivos da Apple (num leque de países onde Portugal não está incluído), vai passar a estar também disponível para aparelhos de marcas como a Samsung ou LG e trará consigo acesso a conteúdos de terceiros tais como a Showtime, HBO, Epix ou CBS All Access. Fora desta equação fica uma das empresas que menos terá gostado desta jogada: a Netflix, que não vai oferecer qualquer integração com a nova aplicação Apple TV.

A concorrência não é, no entanto, composta apenas pela Netflix: serviços como a Hulu ou a Amazon Prime também fazem parte desta área de negócio. Por isso, e para as combater, a empresa agora chefiada por Tim Cook vai desembolsar algo como dois mil milhões de dólares (1,8 mil milhões de euros) só em conteúdo de produção própria. E as cartas jogadas são de peso.

Coube a Steven Spielberg fazer as honras da casa da versão "+" deste serviço, anunciando que vai "ressuscitar" a marca Amazing Stories, que já conta com 93 anos de existência.

Spielberg foi apenas o primeiro de um autêntico desfile de estrelas: Reese Witherspoon, Jennifer Aniston e Steve Carrell foram outras das estrelas que subiram ao palco do auditório para apresentar o seu programa, The Morning Show. Oprah Winfrey ou os personagens da Rua Sésamo também fizeram parte deste desfile mas, para já, faltou ir além dos anúncios: poucos foram os trailers mostrados.

"Desenhámos uma nova experiência de TV em que podem pagar apenas pelos canais que querem, numa só app, com a password que já têm", explicou um dos vice-presidentes da Apple, Peter Stern. "Vejam tudo quando querem e sem anúncios. Façam download dos vossos programas e levem-nos para qualquer lado. Desfrutem da melhor qualidade de imagem e som que existe."

Para já, os Mac serão o próximo destino da aplicação Apple TV. Além disso, a aplicação vai chegar às TVs da Samsung, juntamente com o iTunes Movies. Depois, seguem-se aparelhos de marcas como a Sony, LG, Vizio e outras.

Mais publicações num só lugar

Neste mesmo evento, a Apple apresentou uma outra versão "+" de um produto já seu: o Apple News+. O conceito pretende juntar na mesma aplicação centenas de jornais e revistas por 9,99 dólares/mês (8,84 euros).

Da mesma conta familiar podem fazer parte seis pessoas, que partilharão entre si as subscrições efetuadas. A app contará com as edições mais recentes de cada publicação, incluindo capas animadas em forma de vídeo (como os jornais de Harry Potter) e permitirá a navegação por capítulos ou temas.

Outras das particularidades é que algumas publicações contarão com layouts personalizados, não se limitando a meras digitalizações em formato PDF.

Apple Pay em formato tradicional

Se já alguma vez quis utilizar o Apple Pay mas a falta de equipamento de uma loja tornou a tarefa impossível, a tecnológica já apontou a solução.

O novo cartão de crédito da Apple pretende ser um suporte físico para a conta Apple Pay e tem como objetivo quebrar a barreira tecnológica entre quem quer utilizar o serviço enquanto cliente e quem o disponibiliza enquanto comerciante. Assim, se um comerciante não suportar o serviço digital, pode recorrer ao formato tradicional.

O cartão, desenvolvido em parceria com a Goldman Sachs, não tem número, código ou data de validade.

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