Ciência

A "curiosidade apaixonada" é fundamental para a ciência

A TSF esteve à conversa com o professor e investigador Carlos Fiolhais, a propósito do lançamento do seu novo livro.

O físico e cientista Carlos Fiolhais bate-se pela divulgação e a comunicação da Ciência. O livro "A Arte de Criar Paixão pela Ciência", que é também uma conversa entre Carlos Fiolhais e José Jorge Letria, passa muito pela paixão que é a Ciência, pela aproximação de dois mundos à partida diferentes, a Ciência e o Jornalismo, e até esbarra na Política.

A conversa com a TSF aconteceu nos sofás do Rómulo, o Centro de Ciência Viva do Departamento de Física da Universidade de Coimbra, uma das "meninas dos seus olhos".

A "curiosidade apaixonada" é fundamental para a ciência e mostra como estes dois campos se ligam.

Ao longo desta entrevista, Carlos Fiolhais denota a falta de espaço que a ciência tem nos media, sobretudo na televisão. "Em Portugal, há um domínio excessivo do consumo da televisão, e aqui noto que é mais difícil, em particular na televisão pública", afirma.

Ao longo da vida académica Carlos Fiolhais tem marcado algumas posições sociais, e neste livro fica claro o que pensa sobre o novo acordo ortográfico. Está em desacordo. "Está todo o mundo lusófono a atuar em conjunto para ter uma projeção mundial? Acho que não acrescentou nada, mas não quero fazer do acordo uma guerra", esclarece.

Uma posição que não é política, até porque neste campo entra de forma subtil. É apoiante de pessoas e não de partidos. "Podemos aderir ao pensamento de uma certa pessoa, e não durante muito tempo, se uma pessoa adere a um grupo durante uma vida inteira isso já é uma clubite", sublinha.

O livro "A Arte de Criar Paixão pela Ciência" chega agora em outubro às livrarias, editado pela Guerra e Paz, com o apoio da SPA - Sociedade Portuguesa de Autores.

  COMENTÁRIOS