Poupança de milhões em bombagem de águas procura financiamento

O software desenvolvido pela B-Optimum, no departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro, promete poupar milhares de euros em Portugal, talvez largos milhões em todo o mundo. A ideia é uma das candidatas ao financiamento do COHiTEC.

Começou há 4 anos e é um processo contínuo de desenvolvimento. Está na etapa de procura de financiamento e já tem empresas do setor das águas interessadas na sua implementação.

Recebeu mentoria e aconselhamento do COHiTEC e pretende reduzir os custos de energia na bombagem de água, desde as barragens nos rios até aos depósitos nas várias localidades.

A reportagem de Miguel Midões junto da B-Optimum

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Trazer água das barragens até aos depósitos nas localidades é um processo custoso, quer em energia, quer em dinheiro. O B-Optimum pretende melhorar o processo. "Muitas bombas, muitas válvulas e a sua gestão é extremamente complicada e consome muita energia elétrica, e o que queremos é otimizar esse consumo, jogando com a variação do preço da e as necessidades de água ao longo do dia", salienta Bruno Abreu, um dos três investigadores que atualmente trabalham no B-Optimum.

Como funciona? "Vamos imaginar que temos um depósito que necessita de encher porque atingiu o seu nível mínimo, mas temos duas opções. Ou ligar imediatamente a bomba, ou apenas daqui a umas horas quando o preço de energia for mais baixo", tenta explicar de forma acessível a poupança de energia na bombagem de água.

As empresas de distribuição de água serão, de futuro, os principais clientes do B-OPTIMUM, até porque "em todo o mundo só de energia para bombear água são precisos cerca de 40 mil milhões de dólares. Os nossos testes realizados em laboratório, com simulações com base em redes reais, demonstraram que conseguimos poupanças entre 10 e 20%, o que significa três mil milhões de dólares só em energia, em todo o mundo".

E em Portugal? "É claro que em Portugal o mercado é mais pequeno. Mas, se considerarmos uma empresa de gestão de água que gaste um milhão de euros por ano em energia, com este sistema conseguimos poupar 10%, que são 100 mil euros. Uma poupança significativa", responde.

Pedro Vilarinho, diretor da COHiTEC, explica as etapas do programa: as primeiras empresas são apoiadas durante quatro meses.

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Neste momento, a B-OPTIOMUM está à procura de investimento. Bruno Abreu lembra que na origem do projeto esteve as smart cities, cidades inteligentes onde tudo é mais sustentável.

Na segunda fase, o financiamento da COHiTEC é variável

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Para além dos testes em laboratório, a B-OPTIMUM já conseguiu testar o software em situações reais, até porque não faltam empresas ligadas ao setor das águas que queiram ver reduzida a fatura de energia em valores que rondam os 10 a 20%.

Está nesta altura a decorrer a segunda fase da edição deste ano do COHiTEC, um programa que se destina a investigadores que proponham tecnologias com características únicas e capacidade para dar resposta a uma necessidade de mercado.

Pedro Vilarinho, diretor da COHiTEC, explica as etapas do programa a primeira empresas são apoiadas durante quatro meses.

Na primeira fase, têm sido selecionados, todos os anos, 16 projetos: 8 no Porto e 8 em Lisboa.

Recebem entre 100 a 300 mil euros. Depois disso, as empresas entram numa segunda fase de candidaturas, com vista a conseguirem um investimento para vingarem no mercado. Em 12 anos, já foram apoiadas pelo acelerador da COTEC 9 empresas, num total de 35 milhões de euros.

Nesta segunda fase, o financiamento é variável. O menor foi de 1 milhão e meio de euros. O mais elevado foi de 12,4 milhões de euros.

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