Investigação inédita descobre causas de resistência à quimioterapia

Uma equipa de sete investigadores da Universidade do Algarve quis perceber de que modo as células cancerígenas se tornam resistentes às terapias convencionais.

Os investigadores do Centro de Investigação de Biomedicina da Universidade do Algarve chegaram à conclusão de que há uma proteína resistente à quimioterapia, a TRIB 2, que contribui para a sobrevivência das células cancerígenas, tornando assim ineficazes os tratamentos e levando a um número significativo de mortes.

A cientista Patrícia Madureira, que faz parte da equipa, explica que foram analisados os dados de centenas de pacientes e que "a maior taxa de mortalidade se verificava naqueles que tinham os níveis da proteína mais elevados".

A jornalista Maria Augusta Casaca conversou com uma das investigadoras, Patrícia Madureira

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A investigação inédita na área do cancro foi agora publicada na revista Nature.

Os cientistas portugueses, liderados pelo alemão Wolfgang Link, professor da Universidade do Algarve, estão a ser auxiliados no estudo por investigadores do Reino Unido, Espanha, Alemanha e Turquia.

A investigação está a ser financiada pela Bayer desde há 5 anos. O objectivo é descobrir novos fármacos e novas terapias, mais personalizadas e dirigidas a cada doente, que possam neutralizar a proteína TRIB 2. Desta forma procura-se que os tratamentos oncológicos possam um dia ter mais sucesso.

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