Laika não foi a única. O que aconteceu aos animais enviados para o espaço?

Cães, macacos, ratos e até tartarugas desempenharam um papel fundamental na exploração espacial.

Há 60 anos, no dia 3 de novembro, a cadela Laika foi o primeiro ser vivo a orbitar o planeta terra.

Laika descolou a bordo do satélite russo Sputnik 2 e poucas horas depois morreu. A sua história é amplamente conhecida, mas o mesmo não se pode dizer dos muitos outros animais enviados para o espaço.

Os primeiros seres vivos usados para estudar a possibilidade de uma viagem espacial foram moscas da fruta. Subiram 109 quilómetros de altitude em 1947.

Depois, a NASA depositou as suas esperanças nos macacos Albert I, II, III, IV, sem sucesso. Só em 1951 um primata sairia da terra e regressaria com vida. Enviados pelos EUA, o macaco Yorick e 11 ratos sobreviveram à viagem e os cientistas aumentaram a fasquia com experiências mais elaboradas.

Os ratos Mildred e Albert viajaram dentro de uma roda de exercícios fechada para testar como seria flutuar em gravidade zero, por exemplo.

Em 1951, Desik e Gypsy (União Soviética) foram os primeiros astronautas caninos a completar um voo suborbital e depois de Laika orbitar o planeta em 1957, os cães Belka e Strelka repetiram a proeza em 1960, mas regressaram com vida, um dia depois.

Entre 1948 e 1961, 48 cães foram enviados pela o espaço pela União Soviética e 20 deles morreram.
Duas tartarugas, moscas e o chamado bicho-da-farinha orbitaram em volta da lua em 1968, e seguiram-se sapos, gatos e aranhas.

Todos estes animais "prestaram um serviço aos seus respetivos países que os humanos não puderam ou quiseram realizar. Deram as suas vidas e ou o seu serviço em nome do avanço tecnológico, trilhando o caminho para as muitas incursões da humanidade no espaço", escreve a NASA.

Com a chegada do homem à lua em 1969, o papel dos animais na exploração espacial não terminou. Peixes ratos e insetos já foram levados para a Estação Espacial Internacional.

Está por decidir se astronautas de quatro patas vão ser os primeiros a viajar para Marte, mas a ideia é fortemente contestada por organizações de defesa dos direitos de animais como a Peta.

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