Faltam especialistas para defender Portugal em caso de ataque informático

Centro Nacional de Segurança organiza esta quarta-feira um exercício de defesa contra eventuais ataques e manipulação durante as eleições europeias.

O país deve apostar na formação de especialistas em cibersegurança, defende o coordenador do Centro Nacional de Segurança português, Lino Santos.

Ouvido pela TSF, o responsável queixa-se de falta de pessoal qualificado no país, mas lembra que a debilidade dos sistemas informáticos é um problema global, não apenas português.

Isto depois do professor e engenheiro José Tribolet ter afirmado que "com 100 mil euros e uma pequena equipa" deitava "abaixo um governo em 15 dias" , alertado para uma "fragilidade" dos "sistemas vitais assustadora" em Portugal.

Para "quem saiba criar perturbações", se "em vez de criar uma perturbação, criar quatro, cinco, seis ou sete e a repetir massivamente durante uma semana, não há nenhum governo que resista", alertou o ex-presidente do Departamento de Engenharia Informática do IST de Lisboa e fundador do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Investigação e Desenvolvimento (INESC).

Ameaças nas Europeias

Também esta terça-feira Mark Zuckerberg admitiu que o Facebook não consegue garantir que a rede social não pode ser usada para interferência nas Eleições Europeias e que cada governo deve tomar precauções adicionais.

Nesse sentido, o Centro Nacional de Segurança português está esta quinta-feira a testar o risco de um ataque que possa pôr em causa o processo eleitoral e da propagação de campanhas de desinformação e fake news.

Os vários partidos vão estar presentes neste exercício com o estatuto de observadores, para além da Comissão Nacional de Eleições (CNE), a Secretaria-geral da Administração Interna, o Ministério Público, a Polícia Judiciária e a Agência da União Europeia para a Segurança das Redes e da Informação.

O fundador do Facebook disse esta terça-feira que aquela rede social está muito melhor do que em 2016 a identificar eventuais interferências nas eleições e que reforçou os recursos para salvaguardar o período de eleições Europeias, em maio.

"Fizemos muitos progressos mas não, acho que ninguém consegue garantir que num mundo em que existem nações a tentar interferir em eleições não podemos afirmar que resolvemos o problema."

"É uma corrida de armas em curso em que estamos constantemente a construir defesas", acrescentou.

Já a pensar na campanha presidencial dos Estados Unidos, o Facebook está a utilizar as eleições na Índia , onde tem 340 milhões de utilizadores, para se preparar para um possível ataque de propaganda, desinformação ou interferência estrangeiras.

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