Colégio Militar: Isabel Moreira exige explicações sobre alegado crime público

Indignada, a deputada pediu explicações na subcomissão para a Igualdade e Não Discriminação, no Parlamento depois da denúncia de que um aluno do Colégio Militar foi expulso acusado de assédio sexual.

A revelação de que um aluno teria sido expulso do Colégio Militar, depois de ter sido acusado de assédio sexual, foi feita na subcomissão parlamentar pelo major-general Fernando Coias Ferreira.

O major-general Fernando Coias Ferreira explica que o aluno não foi "excluído por um simples afeto" mas porque "houve uma situação de assédio sexual"

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A deputada do PS, Isabel Moreira, diz que se trata de um crime público e quer saber o que se passou. "O senhor major-general acabou de denunciar um crime público, e nós temos que saber que idade é que tinha o aluno. Isto é gravíssimo! Se a situação foi de um aluno que exerceu coação sexual, foi aqui denunciado um crime público".

Isabel Moreira quer explicações sobre alegado crime público

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Exército: Colégio Militar nunca discriminou alunos pela orientação sexual

O diretor de Educação e Doutrina do Exército garantiu esta terça-feira que não há discriminação de alunos homossexuais no Colégio Militar e que nenhum estudante foi alguma vez expulso por causa da sua orientação sexual.

O diretor de Educação do Chefe do Estado Maior do Exército nega que qualquer aluno tenha sido transferido daquela instituição por assumir ser homossexual

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A ser ouvido na subcomissão para a Igualdade e Não Discriminação, na Assembleia da República, o major-general Fernando Coias Ferreira garantiu que desde 2010, altura em que foi diretor do Colégio Militar, e até hoje, aquele estabelecimento de ensino "nunca promoveu ou compactuou com qualquer atitude discriminatória".

"Nem nunca nenhum aluno foi disciplinarmente transferido da escola ou qualquer encarregado de educação aconselhado a transferir de escola o seu educando simplesmente por assumir a sua orientação sexual", afirmou o responsável.

O major-general Fernando Ferreira garante que o subdiretor do Colégio Militar apenas se referia às manifestações de afeto, que não são permitidas no interior do colégio, e fala em imaginação jornalística

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De acordo com o major-general, essa discriminação não existe no Exército, sublinhando que esta força armada tem como "firme propósito orientador a total proibição de práticas discriminatórias nas estruturas e atividades deste ramo [das Forças Armadas]".

A audição do diretor de Educação e Doutrina do Exército surge na sequência de uma reportagem do jornal digital Observador sobre o dia-a-dia do Colégio Militar e cujas declarações do subdiretor levaram à demissão do Chefe de Estado Maior do Exército (CEME), general Carlos Jerónimo.

Perante os deputados, o major-general afirmou que o subdiretor apenas se referiu a afetos e defendeu que os afetos tanto se aplicam a pessoas homossexuais como heterossexuais.

Por outro lado, Fernando Coias Ferreiras deixou a garantia de que se a inspeção que decorre entre hoje e quarta-feira trouxer recomendações ou propostas para melhorar, o Colégio Militar está aberto e disponível para que essas recomendações sejam inscritas nos regulamentos internos.

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