Da favela para os Jogos Olímpicos

Perderam o pai quando tinham 4 e 6 anos de idade, durante um tiroteio com a polícia na favela onde cresceram. Dezasseis anos depois, Lohaynny e Luana Vicente, são atletas de elite de badminton.

O pai era traficante de droga, e acabou morto pela polícia durante um tiroteio quando Lohaynny e Luana tinham apenas 4 e 6 anos. Depois da morte do pai, a mãe das meninas levou-as para Chacrinha, uma favela a norte do Rio de Janeiro, e foi aí que surgiu a oportunidade para as meninas aprenderem badminton, através de um programa fundado por um treinador para levar o desporto às crianças da favela. As duas irmãs progrediram rapidamente e tornaram-se estrelas nacionais de badminton. Hoje vivem numa casa paga pela Federação Brasileira de Badminton. A mãe vive agora num bairro de classe média, no Rio de Janeiro.

Apesar de partilhar com a irmã a medalha de prata nos Pan American Games de 2015, em Toronto, no Canadá, Luana não conseguiu classificar-se para competir nos Jogos Olímpicos. Lohaynny sim: "É a primeira vez que o Brasil vai competir na prova de badminton, e eu sou a primeira mulher a classificar-se para a prova". "Às vezes ainda não consigo acreditar que me qualifiquei, acho que só vou acreditar quando estiver lá, com as outras atletas, quando começar a competir".

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