De forma inesperada, fumar ficou mais barato 

A empresa que domina 63% do mercado desceu preços. A descida é pequena, mas quebra a tendência de subida.

O jornalista Nuno Guedes resume as explicações da Tabaqueira e dos armazenistas de tabaco.

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É algo raro, mas os maços do tabaco das marcas mais vendidas desceram de preço nos últimos dias.

A Tabaqueira aproximou os preços daqueles que existiam antes do aumento de impostos previsto no último orçamento do Estado. Menos 10 cêntimos, confirmados pela empresa e justificados com a "política comercial".

À TSF, a Tabaqueira explica que a descida de preço é transversal a todos os maços da empresa que tem as marcas Marlboro, SG, Chesterfield, L&M, Philip Morris e Português. As percentagens de descida variam, naturalmente, conforme o preço final pago pelo consumidor.

A presidente da Associação de Armazenistas de Tabaco recorda que depois no último orçamento do Estado a Tabaqueira tinha sido a única grande empresa a refletir nos fumadores o aumento de impostos.

Helena Manuel sublinha que ninguém gosta de perder clientes pelo que tudo indica que estamos perante estratégias de concorrência entre os três maiores fabricantes (a Tabaqueira da multinacional Philip Morris, a Imperial e a JCI), numa altura em que há fabricantes pequenos que estão vender tabaco a "preços muito baixos".

A representante dos armazenistas admite, contudo, que é difícil perceber ao certo o que está a acontecer pois estas descidas de preços não são normais. Antes, quando subia o imposto subia o preço.

Esta descida de preços na maior empresa do sector acontece também a dias de acabar o prazo para serem vendidos os maços ao preço antigo: depois de 1 de julho, todos os maços têm de ter refletido o imposto inscrito no orçamento do Estado para 2016.

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