Ano letivo arranca com mil funcionários a menos 

A cerca de três semanas do arranque do ano letivo, faltam mil funcionários nas escolas. A denúncia é da Federação Nacional de Professores.

João Dias da Silva diz que, a nível nacional, as escolas contam com 2.900 funcionários, um número aquém dos cerca de 4 mil que trabalhavam nas escolas quando estavam em vigor as 40 horas. O dirigente da FNE teme que esta lacuna afete o funcionamento das escolas.

"Havendo a garantia do Ministério da Educação de que há a prorrogação dos 2900 contratos de assistentes operacionais que tiveram contrato no ano anterior, ainda assim faltam não menos de mil assistentes. A verdade é que vai haver insuficiência nas escolas para garantir os buffets, papeleiras, as portarias, a vigilância nos recreios".

João Dias da Silva diz que a manutenção dos 2900 contratos não é suficiente

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João Dias da Silva diz que ao contrário do que normalmente acontece, este ano o problema não será a colocação de professores, mas a de auxiliares.

O dirigente da FNE está preocupado. "Mais de 98% das colocações estão a ser feitas a tempo e horas, em relação aos assistentes operacionais estamos preocupados. Esperamos que os diretores de escolas estejam a ser contactados pelo Ministério da Educação, no sentido de verificarem quais as necessidades, para estas serem preenchidas antes do inicio do ano letivo".

O dirigente da FNE manifesta preocupações

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Também o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares manifesta preocupação com a carência de funcionários das escolas. Ouvido pela TSF, Manuel Pereira afirma que este problema não é novo, mas tem que ser resolvido, porque afeta o funcionamento das instituições.

"Associado à tradicional falta de funcionários nas escolas e à redução do número de horas de trabalho dos funcionários públicos, as escolas estão muito limitadas. Os assistentes operacionais são fundamentais, é preciso tentar a todo o custo que as escolas tenham o número suficiente de funcionários".

À TSF, o Ministério da Educação sublinha em comunicado que "está a fazer um levantamento fino das necessidades, agrupamento a agrupamento". O gabinete de Tiago Brandão Rodrigues sublinha que os cerca de 2.900 contratos que terminam no fim do mês "serão renovados" e que nalgumas escolas a competência da colocação de funcionários não docentes, devido ao tipo de contrato, é dos executivos municipais.

"O Ministério da Educação e o Ministério das Finanças estão a estudar a possibilidade de integração de trabalhadores em situação de requalificação nos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas", acrescenta ainda o comunicado.

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